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  • 6 principais dúvidas sobre matéria orgânica – mas você nunca teve coragem de perguntar!

    6 principais dúvidas sobre matéria orgânica – mas você nunca teve coragem de perguntar!

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    1. Qual é o melhor tipo de matéria orgânica para minha lavoura?

    Os agricultores frequentemente perguntam sobre a escolha ideal de matéria orgânica, como esterco, composto, biochar ou resíduos vegetais. A escolha depende do tipo de solo, da cultura e das condições climáticas. Por exemplo, o composto e o biochar são amplamente recomendados por suas propriedades de melhorar a estrutura do solo e reter nutrientes​ (SpringerLink).

    2. Com que frequência devo aplicar matéria orgânica?

    A frequência de aplicação é uma dúvida recorrente. Geralmente, a matéria orgânica é aplicada uma vez por ano, mas a frequência pode variar dependendo do tipo de solo e do material utilizado. A aplicação frequente pode aumentar a matéria orgânica do solo, mas também pode exigir um monitoramento cuidadoso para evitar a acúmulo de nutrientes​ (Alabama Cooperative Extension System).

    3. Quais são os benefícios da matéria orgânica para a fertilidade do solo?

    A matéria orgânica melhora a fertilidade do solo ao aumentar a disponibilidade de nutrientes, melhorar a estrutura do solo, e aumentar a retenção de água. Além disso, ela promove a atividade microbiana, que é essencial para a mineralização de nutrientes​ (Geosciences LibreTexts).

    esterco colocado em um pátio de compostagem

    4. A aplicação de matéria orgânica pode causar problemas de doenças?

    Sim, há uma preocupação sobre a possibilidade de a matéria orgânica mal decomposta introduzir patógenos no solo. Por isso, é crucial usar composto bem estabilizado e tratado para evitar a introdução de doenças​ (SpringerLink).

    lodo dentro de uma caixa de contenção

    5. Como evitar o acúmulo excessivo de nutrientes ao usar matéria orgânica?

    O acúmulo de nutrientes, especialmente fósforo, é uma preocupação comum em campos que recebem aplicações repetidas de matéria orgânica. Para mitigar isso, é recomendada a realização de testes de solo regulares e o uso de um plano de manejo de nutrientes que considere as necessidades específicas das culturas​ (Alabama Cooperative Extension System).

    6. A matéria orgânica pode substituir completamente os fertilizantes químicos?

    Embora a matéria orgânica melhore a fertilidade do solo, ela pode não fornecer nutrientes em quantidades suficientes para culturas de alto rendimento. Em muitos casos, ela é usada em conjunto com fertilizantes minerais para atender às necessidades nutricionais completas das plantas​ (Geosciences LibreTexts).

  • Monitorando gases, temperatura e umidade na compostagem

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Texto publicado na página do evento BioComForest

    A compostagem é uma tecnologia que busca aumentar a eficiência dos processos de reciclagem de resíduos orgânicos, de modo que possam ser reaproveitados na agricultura com segurança.

    No Brasil, o SmartCompost (www.smartcompost.com.brocupa lugar de destaque quando o assunto é compostagem. O equipamento patenteado monitora temperatura, umidade e gases como metano e CO2, otimizando o processo e acompanhando a emissão de odores.

    Integrado a uma estação meteorológica, o equipamento prevê condições climáticas e responde às preocupações da comunidade, promovendo uma compostagem eficiente e ambientalmente responsável, além de melhorar a convivência comunitária.

    SmartCompost está no mercado desde 2019. Mas a equipe trabalha com compostagem desde 2009. A tecnologia é detentora de duas premiações internacionais, entregues pelo Conselho de Compostagem dos Estados Unidos (US Composting Council), do qual faz parte inclusive do time de mentores, do programa de profissionalização de profissionais norte-americanos.

    Matérias-primas utilizadas na compostagem.
    Estação meteorológica instalada em pátio de compostagem – Auxilia na tomada de decisão dos operadores.
    Composto produzido em uma planta de compostagem.
    Dashboard do site www.smartcompost.com.br

    Exclusivamente para a redação do Mais Floresta (www.maisfloresta.com.br), Felipe Pedrazzi um dos fundadores do SmartCompost, e também atual diretor-presidente da Associação Brasileira de Compostagem, destacou a relevância do projeto e seus diferenciais no mercado.

    Pedrazzi possui uma vasta experiência em compostagem e gestão de resíduos, seus estudos têm contribuído significativamente nacional e internacionalmente para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis no setor. Sua expertise inclui: Criação de sistemas eficientes de compostagem, Gerenciamento de projetos de compostagem em larga escala e Promoção de práticas sustentáveis e educação sobre compostagem.

    Mais Floresta – Como foram as etapas para a concepção do projeto SmartCompost? E quais os principais desafios enfrentados?

    Felipe Pedrazzi – A concepção do projeto SmartCompost passou pelas dificuldades operacionais de uma planta de compostagem, como os controles de temperatura (obrigatórios), identificação de odores e controles de processo. Diante disso entendemos que o processo manual de inserir um termômetro, passar para uma prancheta, da prancheta para a planilha, da planilha para a análise dados, muitos erros aconteciam, dados e tempo eram perdidos, além dos erros inerentes ao processo manual.

    Depois disso, quisemos uma análise muito mais abrangente, com a visão do processo como um todo: desde a tomada de temperaturas, medição de umidade, emissão de gases indicadores de anaerobiose, para que pudéssemos controlar adequadamente o processo, evitar odores e produzir um composto de excelente qualidade! Portanto, podemos resumir o processo de implantação do SmartCompost da seguinte forma:

    1. Identificação do problema: necessidade de uma solução eficiente para gerenciar unidades de compostagem.
    2. Desenvolvimento da Tecnologia: desenvolvimento de um sistema automatizado com sensores e estação meteorológica.
    3. Patente e Legislação: nosso produto é patenteado e está servindo para dar conformidade com normas ambientais e requisitos das licenças de operação.
    4. Lançamento e Comercialização: introdução ao mercado com foco em sustentabilidade.

    Mais Floresta – Como esta tecnologia funciona em prática?

    Felipe Pedrazzi – A tecnologia opera através das seguintes etapas:

    • Monitoramento Contínuo: sensores para temperatura, umidade e gases (Amônia, Gás Sulfídrico e Metano);
    • Análise de Dados: a análise dos dados confere otimização do processo com base em dados coletados;
    • Estação Meteorológica: ajustes baseados em condições climáticas;
    • Relatórios e Conformidade: garantia de conformidade com normas ambientais e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    Quais os seus principais diferenciais no mercado?

    Podemos destacar:

    • Tecnologia Integrada: sensores e análise de dados em tempo real;
    • Sustentabilidade: redução de emissões e mitigação de odores;
    • Conformidade Legal: operações de acordo com normas ambientais;
    • Eficiência Operacional: otimização do processo de compostagem.

    Mais Floresta – De que maneira o SmartCompost atua na proteção do meio ambiente em locais onde há monitoramento através de sua tecnologia?

    Felipe Pedrazzi – A compostagem em si já é um processo de tratamento de resíduos e produção de um excelente adubo para a agricultura em geral. Melhora as condições do solo, para que as plantas cresçam mais saudáveis, requeiram 40%-60% a menos de fertilizantes químicos solúveis em água e suprimem o uso de defensivos em até 80%, se as condições da lavoura forem manejadas para atingir estes resultados. São conceitos que estão sendo tratados na Agricultura Regenerativa Tropical. Além disso, nosso equipamento ainda consegue:

    • Redução de Emissões: devido ao monitoramento contínuo das condições das pilhas de compostagem, é possível identificar condições inadequadas (anaeróbicas) e agir rapidamente, evitando as emissões atmosféricas e odores;
    • Prevenção de Problemas: identificação precoce de problemas operacionais;
    • Conformidade Ambiental: operações adequadas minimizam o impacto ecológico.

    Mais Floresta – Quais expectativas para o mercado de compostagem para os próximos anos?

    Felipe Pedrazzi – A medida que as pessoas passam a entender que os resíduos devem ser tratados com seriedade e que os impactos inerentes ao aterramento ou colocação destes materiais em locais inadequados trazem problemas graves à saúde e ao ambiente, visam por soluções sustentáveis. A compostagem é um excelente aliado do produtor rural, que consegue agregar valor à sua lavoura, pelo baixo investimento e aumento da produtividade.

    Ao mesmo tempo, a compostagem resolve também um problema urbano, que é a geração de resíduos orgânicos e disposição em aterros e ‘lixões’ (gerando metano, contaminando o solo, água e ar). Estes, aliados à poda urbana podem ser misturados e comportados, gerando fertilizante para áreas periurbanas, que produzem alimentos nos cinturões verdes, por exemplo.

    BioComForest 2024

    Pedrazzi estará presente como palestrante convidado no BioComForest 2024, um dos maiores eventos de biomassa, compostagem e floresta, que acontecerá nos dias 30 e 31/07 e 01/08, no campus da Unesp, em Botucatu (SP). O evento é uma oportunidade única para contato e troca de experiências entre empresas especializadas, fornecedores e clientes. Saiba mais, e garanta sua inscrição no link: https://biocomforest.com.br/

  • BioComForest publica entrevista sobre monitoramento de gases e umidade com SmartCompost

    Fonte: resumo editorial baseado em publicação de BioComForest / Redação Mais Floresta. Não reproduzimos o texto integral da fonte.

    Data da fonte: 11 de junho de 2024
    Local da publicação: BioComForest 2024 – Botucatu, SP

    O encontro

    • A publicação do BioComForest apresenta o SmartCompost como tecnologia patenteada para monitorar temperatura, umidade e gases em processos de compostagem.
    • O texto destaca a integração com estação meteorológica e o uso dos dados para reduzir odores, melhorar eficiência operacional e apoiar conformidade ambiental.
    • A publicação também situa Felipe Pedrazzi como palestrante convidado no BioComForest 2024, realizado no campus da Unesp em Botucatu.

    Leitura estratégica

    • O conteúdo ajuda a posicionar o SmartCompost dentro de uma agenda setorial de biomassa, compostagem e floresta.
    • A menção combina autoridade técnica, presença em evento especializado e conexão com a pauta de monitoramento ambiental em tempo real.

    Link da fonte original: https://biocomforest.com.br/smartcompost-tecnologia-inovadora-permite-monitoramento-de-temperatura-umidade-e-gases-nos-processos-de-compostagem/.

  • FAPESP registra desenvolvimento de sistema em tempo real para processos de compostagem

    Fonte: resumo editorial baseado em publicação de Biblioteca Virtual da FAPESP. Não reproduzimos o texto integral da fonte.

    Data da fonte: vigência iniciada em 1 de agosto de 2022
    Local da publicação: FAPESP – São Paulo, SP; projeto vinculado à Faz Verde

    O encontro

    • A FAPESP registra o projeto PIPE fase II voltado ao desenvolvimento tecnológico, de mercado e comercialização de um sistema para monitoramento da compostagem.
    • A página aponta Thiago Aguiar Cacuro como pesquisador responsável e Felipe José de Moraes Pedrazzi como pesquisador principal.
    • O projeto descreve um conjunto de dispositivo, software e algoritmos de previsão para apoiar monitoramento remoto, alertas e compliance operacional.

    Leitura estratégica

    • Esse registro é central para a narrativa da SmartCompost porque documenta a passagem de protótipo para sistema completo.
    • Também reforça que a proposta não é apenas hardware: envolve dados, previsão, gestão de processo e redução de riscos operacionais.

    Link da fonte original: https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/110369/desenvolvimento-de-sistema-para-medicao-monitoramento-e-controle-em-tempo-real-de-processos-de-compo/.

  • FAPESP registra PIPE para dispositivo de monitoramento e automação da compostagem

    Fonte: resumo editorial baseado em publicação de Biblioteca Virtual da FAPESP. Não reproduzimos o texto integral da fonte.

    Data da fonte: vigência iniciada em 1 de junho de 2021
    Local da publicação: FAPESP – São Paulo, SP; projeto em Sorocaba, SP

    O encontro

    • A Biblioteca Virtual da FAPESP registra o projeto PIPE fase I para construir e validar dispositivo de monitoramento, controle e automação de compostagem.
    • O projeto tem Thiago Aguiar Cacuro como pesquisador responsável e Faz Verde Soluções Ambientais Ltda como empresa vinculada.
    • A proposta descreve sensores, transmissão em nuvem e monitoramento remoto como base para apoiar tomada de decisão no manejo da compostagem.

    Leitura estratégica

    • Este registro funciona como uma das bases históricas da tecnologia que depois aparece como SmartCompost.
    • A fonte mostra que a proposta nasceu como pesquisa aplicada para resolver gargalos reais de operação, controle e acesso à tecnologia no mercado brasileiro.

    Link da fonte original: https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/108368/construcao-e-validacao-de-dispositivo-para-monitoramento-controle-e-automacao-de-processos-de-compos/.

  • Bombando sua compostagem: 4 parâmetros que você deve conhecer!

    Bombando sua compostagem: 4 parâmetros que você deve conhecer!

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Todos sabemos que compostar nem sempre é tão simples como as pessoas falam por aí, nosso entendimento é que compostar é quase uma arte! E assim, toda arte precisa de dedicação!

    Compostar é uma atividade que requer cuidados frequentes, atenção contínua e aos detalhes!

    Parâmetros ideais da compostagem. Adaptado de Rynk, R., 1992. On Farm composting handbook.

    1) A relação Carbono-Nitrogênio

    Em primeiro lugar: controlar a sua mistura! Assim, a relação entre materiais marrons, que são os ricos em carbono, e verdes, que são aqueles ricos em nitrogênio é fundamental!

    Colocamos abaixo uma tabela contendo os indicadores de C:N de cada material!

    Relação C:N para diferentes tipos de materiais comumente usados na compostagem

    Conforme mostrado acima, cada composteira doméstica deverá ter uma composição balanceada de materiais ricos em Carbono e ricos em Nitrogênio. Para calcular, use a massa seca dos materiais multiplicando pela quantidade que você vai colocar na sua composteira.

    2) A umidade

    Em segundo lugar a água é fundamental para que seu processo aconteça!

    Um dos grandes problemas da compostagem é a umidade da sua pilha. Este fator é fundamental para que os microorganismos da sua pilha fiquem vivos! Entenda aqui a diferença entre secar e compostar resíduos (especialmente os estercos).

    Como você viu no vídeo acima é preciso de água para que a compostagem aconteça. E a umidade deve estar entre 40 e 60%. Assim, quando perceber que sua pilha está secando, adicione água nela.

    Entenda neste vídeo como controlar a umidade da sua pilha de compostagem (de forma prática).

    3) pH

    Controlar o pH da sua pilha significa controlar o pH dos materiais de origem da sua pilha!

    Conheça o pH dos materiais de origem e faça um balanceamento entre eles, assim você conseguirá mantê-lo dentro das faixas ideiais.

    Cabe dizer que o pH final do seu composto será entre de 6,5 e 7,5, fundamental para que as plantas que receberão seu rico composto orgânico poderão desfrutar de todo o bom potencial do adubo orgânico!

    4) Densidade

    Por fim, e não menos importante, a densidade da sua pilha tem grande influência no resultado da compostagem.

    Para que seu processo ocorra de acordo com as melhores práticas, sua pilha de compostagem deve ter no mínimo 475kg/m3 e no máximo 710kg/m3.

    Pilhas muito leves indicam grande quantidade de ar entre os materiais. Grande quantidade de ar circulando na pilha dificulta o contato entre as partículas, assim resseca o material, antes que ele comece a compostagem.

    Pilhas muito pesadas indicam pouca permeabilidade de ar passando entre as partículas da sua pilha, dificultando a penetração da umidade e a passagem do ar entre as partículas.

    Como saber sua densidade?

    Pegue um balde com volume conhecido, preencha o balde com seu material da seguinte forma, ao final de cada etapa, bata o balde no chão por três vezes:

    1. Com uma pá, adicione 1/3 do balde
    2. Coloque material em mais 1/3 do balde.
    3. Finalize com o terço final.

    Agora, com o balde cheio, pese-o e aplique uma regra de 3 para saber a densidade!

  • 5 artigos científicos que você precisa ler sobre compostagem

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Separamos 5 artigos científicos que você precisa ler sobre compostagem!

  • As maiores perguntas sobre o esterco seco.

    As maiores perguntas sobre o esterco seco.

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Você sabe a diferença entre “Secar” o esterco e “Compostar” o esterco?

    Produtores rurais, especialmente criadores intensivos (como os de #galinhas ou confinamento de #gado), costumam ter muitos problemas com estercos animais.

    Vira e mexe alguns “salvadores da pátria” vem com a solução e nos dizem “Se seu esterco é pesado e rico em nutrientes, tire a água dele e fique só com os nutrientes!”.

    Quimicamente isso parece ser uma verdade, mas quando falamos de qualidade de matéria orgânica e disponibilidade no solo isso é muito diferente.

    Ao compostar, você agrega vida no produto e gera um Composto Orgânico de extrema qualidade, que vai nutrir, estruturar e agregar o solo, melhorando certamente a qualidade microbiologica, quimica e física do solo.

    Consulte as diversas opções para seu negócio, imitar os processos da natureza certamente vai agregar valor ao seu negócio.

    Evite gastos desnecessários ao seu negócio! Agregue valor e #sustentabilidade! Sempre #composte!

    #meioambiente #avicultura #bovinocultura #poedeiras #galinhas #compostagem

    #organico #agro #pecuaria #confinamento #qualidade #sorocaba

  • Desvendando o mito: Você consegue fazer uma compostagem rápida em 1 dia?

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Existem diversos métodos que falam em “compostagem rápida” ou “compostagem acelerada”, prometendo resultados em 1, 2, 3 dias. Mas será possível fazer este feito microbiológico? É possível compostar em tão pequeno espaço de tempo?

    Defendemos a compostagem aeróbica como um processo benéfico e uma maneira inteligente de reciclar nutrientes a partir de resíduos. A compostagem aeróbica é um processo natural, onde bactérias, fungos e outros seres vivos fazem o trabalho de decompor compostos orgânicos, como restos de comida, restos de jardim, fibra de madeira, entre outros. 

    Esses micróbios fazem esse trabalho há centenas de milhões de anos sendo um processo muito eficiente e confiável. Eles fornecem esse serviço ecossistêmico de graça (bem, eles recebem alimentação e boas condições de vida!). No entanto, um ponto importante é que esses organismos levam, necessariamente, certa quantidade de tempo para realizar seu trabalho.

    Segundo a Universidade de Cornell, nos Estados Unidos (Cornell Univesity) (LINK), os estágios iniciais da compostagem (Termofilicos e Mesofilicos) requerem um período mínimo de 10 a 20 dias, dependendo do processo, para serem concluídos, mesmo sob condições ideais. E esses são apenas os estágios iniciais, após estes estágios, ocorre a fase de cura, realizada principalmente pelos fungos, fase essas que pode levar de semanas a vários meses.

    POR QUE A COMPOSTAGEM REQUER TEMPO?

    Quando vemos anúncios de fornecedores de equipamentos que afirmam concluir um processo de compostagem em 24 horas ou mesmo de 3 dias a 5 dias, conhecendo todo o processo, somos naturalmente céticos. Com base em tudo o que sabemos sobre compostagem, os microrganismos responsáveis pela compostagem simplesmente não funcionam tão rápido.

    Alguns equipamentos empregam grande quantidade de energia térmica (calor) para desidratar resíduos sólidos orgânicos (alimentos) em um curto período de tempo, este não é um processo de compostagem e o produto não é composto orgânico. Um processo de desidratação produz, resíduos de alimentos desidratados.

    BAIXE AQUI O NOSSO GUIA DE COMPOSTAGEM

    PRÉ-TRATAMENTO DE RESÍDUOS X COMPOSTAGEM

    Queremos deixar claro que um desidratador comercial de resíduos alimentares que anunciam compostagem em dias, não são a mesma coisa que um sistema de compostagem aeróbica. O Conselho de Compostagem dos EUA (USCC) refere-se a sistemas como estes como desidratadores comerciais de resíduos de alimentos, classificando-os como um tipo de sistema de pré-tratamento de resíduos. 

    A Universidade Loyola Marymount, nos Estados Unidos (LMU), publicou um estudo interessante no Biocycle que mostra o que acontece quando os resíduos de alimentos desidratados são misturados com resíduos verdes em várias proporções e aplicados à paisagem. Basicamente, eles observaram que, uma vez que o resíduo de alimentos desidratados quando reidratado, inicia um processo de compostagem no local, prosseguindo para um novo ciclo de degradação.

    O estudo revelou que as amostras de resíduos de alimentos desidratados não processados não eram adequadas como para o tratamento do solo no campus da LMU. A reidratação dos resíduos orgânicos produziu grandes quantidades de fungo, um resultado não aceitável para o tratamento de solos pré plantio. 

    Embora desidratado, o material não é pode ser entendido como um “composto orgânico”. Embora a desidratação de sobras e resíduos de alimentos seja um bom primeiro passo em direção à sustentabilidade, é necessário um processamento adicional desse material antes que ele seja adequado para ser usado para uma correção do solo ou para outro propósito similar.”

    PORQUÊ A COMPOSTAGEM

    Um desidratador de resíduos e sobras alimentares pode ser muito útil, pois reduz o peso e o volume de resíduos alimentares em um curto período de tempo. Isso pode ser benéfico em aplicações específicas como diminuição de resíduos mandados para aterros sanitários, economia de combustíveis fósseis para o transporte de resíduos. 

    No entanto, esses tipos de sistemas podem ter:

    Maior consumo de energia elétrica: É necessária uma quantidade significativa de energia para desidratar rapidamente uma matéria-prima com 70-90% de umidade em um período de 1-5 dias. Essa energia geralmente vem da queima de combustíveis fósseis (no Brasil a fonte de energia predominante são as usinas termoelétricas). Com a compostagem natural, os micróbios fornecem esse aquecimento sem custo adicional, sem necessidade de combustíveis fósseis ou métodos externos de aquecimento.

    Custos mais altos do sistema. Em parte, devido ao aquecimento externo e à moagem fina das sobras de alimentos, os custos de um sistema de desidratação em toneladas são normalmente mais altos do que sistemas de compostagem.

    Reivindicações duvidosas. Diversos fornecedores de equipamentos do tipo afirmam que um processo de desidratação é um processo de compostagem. Isso, em nossa opinião, é enganoso, esta afirmação soa como um caso clássico de “greenwash”, ou seja, um processo que parece ambientalmente amigável, porém é tão sustentável quando ou até menos que processos convencionais. Nós acreditamos que o nome correto para estes produtos seria desidratadores de resíduos. Seguindo o antigo ditado: “Se parece bom demais para ser verdade, provavelmente é bom demais para ser verdade”.

    Portanto, se você está comprando uma tecnologia de compostagem e deseja realmente produzir um composto orgânico, recomendamos que você tenha cuidado com os fornecedores que afirmam que podem concluir um processo de compostagem aeróbica em um período de 1 a 7 dias. Essas alegações estão em desacordo com os estudos sobre a biologia da compostagem.

    Título original: CAN YOU REALLY COMPOST IN ONE DAY?

    Crédito: Artigo adaptado originalmente publicado por Green Montain Technologies, escrito por Dan Calvez. 

    Você pode acessar o artigo original em (https://compostingtechnology.com/the-myth-of-1-day-composting/)

  • O que pode ser usado para a compostagem?

    O que pode ser usado para a compostagem?

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    O que pode ser usado para a compostagem?

    Se você é um gerador de algum destes produtos, entre em contato!

    Compostagem
    Folhas secas e galhos também são fontes de compostagem

    Com o grande aumento da população e o consumo exagerado, um problema surgiu: o lixo. Hoje já sabemos que é imprescindível  encontrarmos soluções para a correta destinação do lixo (como a compostagem) e assim eliminar ou diminuir o impacto ambiental.

    Hoje é possível, com soluções adequadas, reduzir o impacto que o lixo provoca ao meio ambiente com o reaproveitamento. O reaproveitamento correto do resíduo orgânico na compostagem é uma das soluções para diminuir a quantidade de lixo, tanto em nossas casas quanto nas empresas.

    Abaixo detalhamos o que pode ser usado para a compostagem.

    Folhas:

    De queda de folhas sazonais ou de corte, poda ou remoção. Pode ser um ou mais dos seguintes: folhas soltas, palha e palha de pinheiro.

    Resíduos de jardim (resíduos verdes):

    folhas, aparas de relva, arbustos, materiais de jardim, troncos de árvores, árvores de natal e podas de árvores ou arbustos. Podem também incluir materiais vegetativos resultantes da utilização de produtos comerciais, incluindo, mas não se limitando a, flores descartadas, flores em vasos ou cobertores de sepulturas que não incluem plástico, metal, espuma de poliestireno ou outro material não biodegradável.

    Resíduos da Colheita / Resíduos agrossilvipastoris:

    Materiais gerados pela produção, colheita e processamento de plantas agrícolas ou hortícolas. Estes resíduos incluem, mas não estão limitados a caules, caules, folhas, vagens, cascas, bagaço e raízes.

    Árvores:

    Estacas de árvores, galhos de árvores, arbustos ou arbustos que foram cortados por residências, podadores de árvores comerciais e / ou serviços comerciais de cuidado do plantas.

    Resíduos da silvicultura:

    Resíduos e subprodutos de árvores cortadas, incluindo, mas não se limitando a tocos de árvores, serragem, paletes e madeira dimensional que não foram tratados quimicamente ou com adesivos e revestimentos como tinta, cola ou qualquer outro contaminante. Esterco bovino: esterco de vaca, também conhecido como estrume de vaca, é o produto de resíduos de espécies de bovinos. Estas espécies incluem gado de leite, gado de corte. Estrume de cavalo: esterco de cavalo, normalmente acompanhados de material de cama. Estrume de Aves: Estrume de Aves ou estrume de galinha é o lixo orgânico de aves composto principalmente de fezes e urina de galinhas. A mistura de estrume de aves com alimentos derramados, penas e materiais de cama como aparas de madeira ou serragem é referida como cama de frango. A composição e qualidade de uma cama de frango varia de acordo com os tipos de aves, dieta e suplementos dietéticos, coleta e armazenamento da cama.

    Restos de comida:

    comida pré e pós-consumo das residências e do setor comercial / industrial / institucional incluindo, mas não se limitando a legumes, frutas, grãos, produtos lácteos, carnes e utensílios / embalagens compostáveis ​​que podem ser misturadas. Produtos Compostos: Contêineres, filmes ou utensílios de serviços de alimentação como tigelas, pratos, copos, talheres, feitos de materiais como matéria vegetal, papel, papelão e plásticos que atendem ao Instituto de Produtos Biodegradáveis ​​(BPI) ASTM D6400, D6868. Esses produtos devem ser rotulados de acordo com as Diretrizes de Rotulagem do USCC (Conselho de Compostagem dos EUA). Subprodutos industriais: Materiais orgânicos gerados por processos industriais ou de fabricação que não são tóxicos, não são perigosos, não contêm águas residuarias.  Biosólidos: Sólidos derivados do tratamento primário, secundário ou avançado de efluentes sanitários que foram tratados através de um ou mais processos controlados que reduzam significativamente os patógenos e reduzam os sólidos voláteis ou estabilizem quimicamente os sólidos a ponto de não atraírem vetores