Resumo editorial da listagem pública da USCC/CompostU que menciona o uso de sensores SmartCompost em estudo de emissões de gases em pilhas de compostagem.
Data da fonte: COMPOST2026, realizado de 2 a 5 de fevereiro de 2026 Local da publicação: USCC / CompostU – Sacramento, Califórnia, EUA
O encontro
A loja de cursos da USCC/CompostU lista uma apresentação sobre análise de emissões de gases em pilhas de compostagem.
A descrição pública informa que sensores SmartCompost foram usados para acompanhar gases como metano, amônia, sulfeto de hidrogênio e compostos orgânicos voláteis.
A listagem vincula o tema à programação AC26/COMPOST2026, evento anual da USCC.
Leitura estratégica
O ponto relevante é a presença do SmartCompost em uma pauta técnica internacional de emissões em compostagem.
Como o conteúdo completo do curso é licenciado, este post resume apenas a descrição pública e direciona o leitor para a fonte oficial.
A compostagem é um processo biológico para transformar resíduos orgânicos em composto rico para o solo. No entanto, a emissão de gases anaeróbicos durante a decomposição da matéria orgânica…
Texto publicado na página do evento BioComForest A compostagem é uma tecnologia que busca aumentar a eficiência dos processos de reciclagem de resíduos orgânicos, de modo que possam ser…
Data da fonte: 10 de dezembro de 2025 Local da publicação: FlipHTML5 – Anuário da Avicultura Industrial, página 74
O encontro
O anuário apresenta entrevista com Thiago Aguiar Cacuro e o identifica como fundador e CTO da Smart Compost.
Na seção sobre tecnologia e compostagem, a publicação descreve a Smart Compost como tecnologia pioneira e patenteada para monitoramento de processos de compostagem.
O texto também conecta sensores, temperatura, umidade, gases, conformidade legal e oportunidades de mão de obra qualificada no setor.
Leitura estratégica
A menção em um anuário voltado à avicultura é importante porque aproxima a Smart Compost de cadeias agroindustriais geradoras de resíduos orgânicos.
A publicação reforça o papel da compostagem monitorada como ferramenta para economia circular, eficiência e sustentabilidade no agronegócio.
Resumo editorial do perfil FAPESP de Thiago Cacuro, que registra sua atuação como sócio fundador da Smart Compost e desenvolvedor de soluções IoT para resíduos.
Resumo editorial da listagem pública da USCC/CompostU que menciona o uso de sensores SmartCompost em estudo de emissões de gases em pilhas de compostagem.
Texto publicado na página do evento BioComForest A compostagem é uma tecnologia que busca aumentar a eficiência dos processos de reciclagem de resíduos orgânicos, de modo que possam ser…
Resumo editorial do perfil FAPESP de Thiago Cacuro, que registra sua atuação como sócio fundador da Smart Compost e desenvolvedor de soluções IoT para resíduos.
Resumo editorial da listagem pública da USCC/CompostU que menciona o uso de sensores SmartCompost em estudo de emissões de gases em pilhas de compostagem.
Fonte: conteúdo baseado em publicação do BioCycle. Este texto é um resumo traduzido e adaptado em português, não uma tradução integral.
Data da fonte: 11 de fevereiro de 2025.
Resumo traduzido e adaptado
A BioCycle publicou um artigo sobre o crescimento da indústria brasileira de compostagem e o papel da Associação Brasileira de Compostagem, também apresentada como ABC.
Segundo o artigo, a associação nasceu em 2022 a partir de uma rede de compostores, educadores, técnicos, ativistas, agrônomos e empresas interessadas em fortalecer a gestão de resíduos orgânicos no Brasil.
O texto destaca três frentes centrais de atuação: desenvolvimento de mercado, políticas públicas e educação comunitária.
A BioCycle também menciona Felipe Pedrazzi como presidente da associação e proprietário da Faz Verde Soluções Ambientais, conectando a atuação institucional à agenda de fortalecimento do setor.
Pontos centrais do artigo
A ABCompostagem busca defender a compostagem como solução principal para resíduos orgânicos e ampliar sua presença em discussões públicas.
O setor ainda enfrenta gargalos: aterros baratos, falta de incentivos econômicos, competição com tecnologias térmicas e mercado ainda em desenvolvimento para o composto final.
A associação atua junto a órgãos públicos, municípios, escolas, empresas e grupos comunitários para transformar a compostagem em infraestrutura reconhecida.
O artigo apresenta exemplos de empresas brasileiras de compostagem, como Planta Feliz Adubo, Regera Mundo e Ciclo Orgânico, mostrando diferentes modelos de coleta, processamento e educação ambiental.
Leitura para a SmartCompost
O artigo reforça que a profissionalização da compostagem brasileira depende de dados, monitoramento, comunicação técnica e capacidade de demonstrar impacto ambiental.
Esse contexto aproxima a pauta da ABCompostagem da proposta da SmartCompost: trazer inteligência operacional e evidências para plantas de compostagem.
Traduzido e modificado de FRANK FRANCIOSI, Diretor executivo do US COMPOSTING COUNCIL, publicado originalmente em 23 de março de 2021.
Ganhando velocidade como uma avalanche, a visão da indústria de compostagem como uma parte fundamental da economia circular começou a ganhar impulso nos anos de 2016-17 [nos Estados Unidos]. Conforme a indústria de reciclagem tradicional vacilava, o que normalmente era um punhado de projetos de lei relacionados a compostagem em projetos públicos estaduais, começou a aumentar para uma alguns para dezenas, com a compostagem cada vez mais ganhando espaço.
A expansão da indústria de reciclagem de orgânicos (compostagem), também foi impulsionada pelo reconhecimento do valor dos resíduos orgânicos e pela crescente conscientização no desperdício zero. Os custos de eliminação de resíduos e a necessidade de gerenciamento de serviços ecossistêmicos, como gerenciamento de águas pluviais, também estão aumentando devido ao acúmulo de aterros. Governos e consumidores estão reconhecendo que mover resíduos orgânicos do descarte em aterros para a compostagem pode fornecer uma solução sustentável e benéfica para mesmo em trechos urbanos.
A recente explosão de interesse
Em 2019, a Associação Nacional de Restaurantes dos Estados Unidos da América, deu um mergulho profundo na pesquisa sobre os impostos pagos sobre embalagens usadas em serviços de alimentação que contavam 87 taxas estaduais e duas federais, demonstrando os altos custos de sua disposição em aterros.
A explosão de interesse na compostagem, também foi acelerada pelo colapso da indústria de reciclagem tradicional sob pressão da China, que cada vez mais rejeitava a contaminação que veio com um impulso nos Estados Unidos para a reciclagem de fluxo único (single-stream recycling). Além disso, com a pandemia a necessidade do uso de produtos de uso aumentou a conscientização dos consumidores que desejam reduzir, reciclar e fazer compostagem de materiais que estão sendo depositados em aterro e queimados.
Qual o problema
Embora esse interesse pela compostagem possa parecer uma ótima notícia, ele apresenta um desafio estrutural que está prestes a se tornar uma oportunidade com a resposta certa. O desafio: a infraestrutura para acomodar a pressão para a compostagem ainda não existe. A última pesquisa ampla da indústria feita pela BioCycle, nos Estados Unidos, identificou 4.700 instalações de reciclagem de orgânicos – com apenas 5% delas incluindo restos de comida em suas matérias-primas. Embora o USCC (Conselho de Compostagem dos Estados Unidos) tenha monitorado o crescimento desse número por meio da entrada de novas empresas de compostagem como membros da organização, ainda deixa a maioria das pessoas nos Estados Unidos sem acesso serviços de compostagem de restos de alimentos, seja em pequena (compostagem comunitária) grande escala (usinas de compostagem).
Não houve uma quantificação nacional da prática de compostagem em casa na América mostrando que muitos americanos não podem ou não querem fazer compostagem em casa.
Isto deixa uma lacuna de usinas e sistemas de compostagem capazes de atender à crescente demanda dos consumidores por produtos compostáveis e para compostagem de restos de comida.
O que a indústria está fazendo
O Conselho de Compostagem dos Estados Unidos (USCC), começou a trabalhar em 2018 em uma iniciativa chamada Target Organics. A iniciativa tem foco na capacidade dos governos, principalmente municipais de mover o mercado. Raciocinando que esses são os controladores do fluxo de resíduos devido à sua responsabilidade pela gestão de resíduos, é um lugar lógico para começar o foco nos esforços para aumentar a infraestrutura.
Para verificar o que a indústria de compostagem já aprendeu com as organizações, membros do USCC e líderes do programa Target Organics passaram dois anos pesquisando sobre os principais obstáculos dos municípios para aumentar os programas e realizar a instalação de centros e usinas de compostagem. Como resultada, estes obstáculos foram descritos como:
Zoneamento: as categorias de uso da terra específicas para compostagem são raras em cidades dos EUA, forçando os operadores de instalações de compostagem a trabalhar com as autoridades municipais para criar alterações de zoneamento a partir do zero (às vezes exigindo longas e contenciosas audiências públicas), ou tendo que trabalhar com regras caras e complicadas para instalações de resíduos sólidos.
Financiamento: Parcerias público-privadas: Os gestores municipais de reciclagem e obras públicas na pesquisa disseram não ter mecanismos ou apoio do poder público para novos impostos ou taxas que viabilizem a construção de novas instalações de compostagem.
A falta de concessões e empréstimos para equipamentos – são um obstáculo frequentemente citado para os empresários do setor privado. Estados que usaram sobretaxas de taxa de depósito e outros mecanismos de financiamento criativos e criaram fundos de subsídio para equipamentos de compostagem, como o Tennessee, viram mais instalações de compostagem avançarem.
Concessão de licenças: O Conselho de Compostagem dos EUA está atualmente atualizando um Modelo de Regra Modelo de 2012 que a indústria criou para uso por estados que estão atualizando suas regras de resíduos sólidos para incluir instalações de compostagem. Onde isso não aconteceu, os empresários acharam mais difícil navegar pelas regras estaduais de resíduos sólidos ou estruturas desatualizadas de instalações de compostagem que não levam em consideração a forma como as instalações agora operam.
Melhores práticas: O USCC está desenvolvendo uma visão geral das melhores práticas para coletar e processar materiais. Opções de parceria pública / privada e estudos de caso de implementação bem-sucedida, ferramentas de redução de contaminação, divulgação e educação para obter o apoio das partes interessadas serão incluídos neste relatório de melhores práticas.
Mercados para compostagem: A indústria da compostagem está constantemente se esforçando para conscientizar os consumidores e autoridades eleitas de que a coleta de produtos recicláveis é apenas o primeiro passo, o aumento do uso de sistemas e usinas de compostagem é de igual importância. E ainda, quanto aos benéficos do uso do composto gerado para sequestro de carbono, saúde do solo, águas pluviais, manejo da seca e aumento do valor nutricional das plantas que compõem o sistema alimentar. Mostrando que a compostagem de resíduos orgânicos é uma solução imprescindível para uma verdadeira economia circular em circuito fechado.
Quais as soluções?
Dinheiro para construção de uma infraestrutura de compostagem: Sobretaxas nas taxas de descarte de resíduos e a tendência crescente de exigir que os fabricantes de produtos (responsabilidade estendida do produtor) arquem com parte do custo dos programas ambientais pode ajudar a aumentar o financiamento da compostagem e o investimento privado.
Conscientização e reconhecimento da Agência Federal de que a coleta de orgânicos é uma solução de reciclagem: A indústria de compostagem tem educado e pressionado a EPA dos EUA para incluir a reciclagem de orgânicos e compostagem na Estratégia Nacional de Reciclagem, o sistema que estão desenvolvendo para aumentar os esforços de reciclagem em todo o país. Atualmente, esse sistema não leva em consideração os 30% estimados do fluxo de resíduos provenientes de resíduos orgânicos.
Legislação nacional em áreas como rotulagem de produtos compostáveis: financiamento como um incentivo para o desenvolvimento e uso de produtos compostáveis em todas as escalas.
Proibições e mandatos sobre produtos orgânicos: Atualmente, 22 estados proibiram a eliminação de resíduos de quintal; seis estados e quatro cidades proibiram o descarte de restos de alimentos de seus sistemas de resíduos e dois determinaram a reciclagem de orgânicos. Mais esforços como esses irão estimular o investimento e o interesse em instalações de compostagem por parte do setor privado, uma abordagem “construa e eles virão”, apoiando a demanda dos municípios encontrada na pesquisa.
Requisitos e incentivos para o uso de composto: O Serviço Nacional de Conservação de Recursos, está avaliando um padrão nacional de carbono do solo que aumentará o uso de composto em fazendas e ranchos, fornecendo incentivos para armazenar carbono através da aplicação de composto orgânico, o que foi comprovado por pesquisas científicas na área. O composto também deve ser incluído nos planos nacionais de crédito de carbono pela mesma razão. Além disso, os programas municipais de recompra de composto são outro método para garantir o uso do composto; e a exigência de que os órgãos estaduais de rodovias especifiquem o composto, já adotado por 12 estados.
É um desafio para os líderes políticos, empresas e consumidores americanos se unirem para construir um sistema de compostagem que atenderá à necessidade e ao desejo de reciclar nossos orgânicos. Com mais atenção, financiamento e vontade política, isso pode ser feito.
Texto original de: Frank Franciosi Executive Director, US Composting Council
Tradução: Fazverde Soluções Ambientais
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Compostagem industrialSetor e instituiçõesNotícias internacionais
A compostagem é uma tecnologia que busca aumentar a eficiência dos processos de reciclagem de resíduos orgânicos, de modo que possam ser reaproveitados na agricultura com segurança.
No Brasil, o SmartCompost (www.smartcompost.com.br) ocupa lugar de destaque quando o assunto é compostagem. O equipamento patenteado monitora temperatura, umidade e gases como metano e CO2, otimizando o processo e acompanhando a emissão de odores.
Integrado a uma estação meteorológica, o equipamento prevê condições climáticas e responde às preocupações da comunidade, promovendo uma compostagem eficiente e ambientalmente responsável, além de melhorar a convivência comunitária.
O SmartCompost está no mercado desde 2019. Mas a equipe trabalha com compostagem desde 2009. A tecnologia é detentora de duas premiações internacionais, entregues pelo Conselho de Compostagem dos Estados Unidos (US Composting Council), do qual faz parte inclusive do time de mentores, do programa de profissionalização de profissionais norte-americanos.
Matérias-primas utilizadas na compostagem.Estação meteorológica instalada em pátio de compostagem – Auxilia na tomada de decisão dos operadores.Composto produzido em uma planta de compostagem.Dashboard do site www.smartcompost.com.br
Exclusivamente para a redação do Mais Floresta (www.maisfloresta.com.br), Felipe Pedrazzi um dos fundadores do SmartCompost, e também atual diretor-presidente da Associação Brasileira de Compostagem, destacou a relevância do projeto e seus diferenciais no mercado.
Pedrazzi possui uma vasta experiência em compostagem e gestão de resíduos, seus estudos têm contribuído significativamente nacional e internacionalmente para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis no setor. Sua expertise inclui: Criação de sistemas eficientes de compostagem, Gerenciamento de projetos de compostagem em larga escala e Promoção de práticas sustentáveis e educação sobre compostagem.
Mais Floresta – Como foram as etapas para a concepção do projeto SmartCompost? E quais os principais desafios enfrentados?
Felipe Pedrazzi – A concepção do projeto SmartCompost passou pelas dificuldades operacionais de uma planta de compostagem, como os controles de temperatura (obrigatórios), identificação de odores e controles de processo. Diante disso entendemos que o processo manual de inserir um termômetro, passar para uma prancheta, da prancheta para a planilha, da planilha para a análise dados, muitos erros aconteciam, dados e tempo eram perdidos, além dos erros inerentes ao processo manual.
Depois disso, quisemos uma análise muito mais abrangente, com a visão do processo como um todo: desde a tomada de temperaturas, medição de umidade, emissão de gases indicadores de anaerobiose, para que pudéssemos controlar adequadamente o processo, evitar odores e produzir um composto de excelente qualidade! Portanto, podemos resumir o processo de implantação do SmartCompost da seguinte forma:
Identificação do problema: necessidade de uma solução eficiente para gerenciar unidades de compostagem.
Desenvolvimento da Tecnologia: desenvolvimento de um sistema automatizado com sensores e estação meteorológica.
Patente e Legislação: nosso produto é patenteado e está servindo para dar conformidade com normas ambientais e requisitos das licenças de operação.
Lançamento e Comercialização: introdução ao mercado com foco em sustentabilidade.
Mais Floresta – Como esta tecnologia funciona em prática?
Felipe Pedrazzi – A tecnologia opera através das seguintes etapas:
Monitoramento Contínuo: sensores para temperatura, umidade e gases (Amônia, Gás Sulfídrico e Metano);
Análise de Dados: a análise dos dados confere otimização do processo com base em dados coletados;
Estação Meteorológica: ajustes baseados em condições climáticas;
Relatórios e Conformidade: garantia de conformidade com normas ambientais e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Quais os seus principais diferenciais no mercado?
Podemos destacar:
Tecnologia Integrada: sensores e análise de dados em tempo real;
Sustentabilidade: redução de emissões e mitigação de odores;
Conformidade Legal: operações de acordo com normas ambientais;
Eficiência Operacional: otimização do processo de compostagem.
Mais Floresta – De que maneira o SmartCompost atua na proteção do meio ambiente em locais onde há monitoramento através de sua tecnologia?
Felipe Pedrazzi – A compostagem em si já é um processo de tratamento de resíduos e produção de um excelente adubo para a agricultura em geral. Melhora as condições do solo, para que as plantas cresçam mais saudáveis, requeiram 40%-60% a menos de fertilizantes químicos solúveis em água e suprimem o uso de defensivos em até 80%, se as condições da lavoura forem manejadas para atingir estes resultados. São conceitos que estão sendo tratados na Agricultura Regenerativa Tropical. Além disso, nosso equipamento ainda consegue:
Redução de Emissões: devido ao monitoramento contínuo das condições das pilhas de compostagem, é possível identificar condições inadequadas (anaeróbicas) e agir rapidamente, evitando as emissões atmosféricas e odores;
Prevenção de Problemas: identificação precoce de problemas operacionais;
Conformidade Ambiental: operações adequadas minimizam o impacto ecológico.
Mais Floresta – Quais expectativas para o mercado de compostagem para os próximos anos?
Felipe Pedrazzi – A medida que as pessoas passam a entender que os resíduos devem ser tratados com seriedade e que os impactos inerentes ao aterramento ou colocação destes materiais em locais inadequados trazem problemas graves à saúde e ao ambiente, visam por soluções sustentáveis. A compostagem é um excelente aliado do produtor rural, que consegue agregar valor à sua lavoura, pelo baixo investimento e aumento da produtividade.
Ao mesmo tempo, a compostagem resolve também um problema urbano, que é a geração de resíduos orgânicos e disposição em aterros e ‘lixões’ (gerando metano, contaminando o solo, água e ar). Estes, aliados à poda urbana podem ser misturados e comportados, gerando fertilizante para áreas periurbanas, que produzem alimentos nos cinturões verdes, por exemplo.
BioComForest 2024
Pedrazzi estará presente como palestrante convidado no BioComForest 2024, um dos maiores eventos de biomassa, compostagem e floresta, que acontecerá nos dias 30 e 31/07 e 01/08, no campus da Unesp, em Botucatu (SP). O evento é uma oportunidade única para contato e troca de experiências entre empresas especializadas, fornecedores e clientes. Saiba mais, e garanta sua inscrição no link: https://biocomforest.com.br/
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Todos sabemos que compostar nem sempre é tão simples como as pessoas falam por aí, nosso entendimento é que compostar é quase uma arte! E assim, toda arte precisa de dedicação! Compostar é…
Fonte: resumo editorial baseado em publicação de Biblioteca Virtual da FAPESP. Não reproduzimos o texto integral da fonte.
Data da fonte: vigência iniciada em 1 de agosto de 2022 Local da publicação: FAPESP – São Paulo, SP; projeto vinculado à Faz Verde
O encontro
A FAPESP registra o projeto PIPE fase II voltado ao desenvolvimento tecnológico, de mercado e comercialização de um sistema para monitoramento da compostagem.
A página aponta Thiago Aguiar Cacuro como pesquisador responsável e Felipe José de Moraes Pedrazzi como pesquisador principal.
O projeto descreve um conjunto de dispositivo, software e algoritmos de previsão para apoiar monitoramento remoto, alertas e compliance operacional.
Leitura estratégica
Esse registro é central para a narrativa da SmartCompost porque documenta a passagem de protótipo para sistema completo.
Também reforça que a proposta não é apenas hardware: envolve dados, previsão, gestão de processo e redução de riscos operacionais.
Resumo editorial da listagem pública da USCC/CompostU que menciona o uso de sensores SmartCompost em estudo de emissões de gases em pilhas de compostagem.
Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.
O Brasil tem uma vasta área geográfica, ladeado por diversos ecossistemas muito diferentes e cada um com seu potencial.
O crescimento anual do uso de fertilizantes quimicos/convencionais, segundo a Associação Nacional de Difusores de Adubo (ANDA), é de 4,6% ao ano. A agricultura, cuidados com as plantas, pecuária e jardins necessitam de nutrientes diferentes daqueles “NPK” que estamos acostumados a aplicar nos nossos jardins e lavouras.
Neste artigo vamos procurar mostrar uma outra linha de adubação, que é a não convencional. Ressaltamos que estamos longe de demonizar ou de desestimular o adubo químico tradicional, queremos trazer aqui uma visão diferente e alternativa para poder reaproveitar importantes recursos que podem ser encontrados na sua propriedade ou mesmo em sua casa.
Assim como qualquer outro adubo orgânico, ou seja, proveniente de fontes vivas (estercos, palhas, cinzas, folhas) tem a função de alimentar e principalmente, proteger a planta, pois plantas bem nutridas são plantas saudáveis.
O equilibrio de nutrientes é essencial para o desenvolvimento de qualquer planta.
A Lei de Liebig, também conhecida por “teoria do barril” é um princípio utilizado principalmente na agricultura que estabelece que o desenvolvimento de uma planta será limitado pelo nutrientes faltoso ou deficitário, mesmo que todos os outros elementos ou fatores estejam presentes.
Foi desenvolvida pelos estudos em agricultura convencional no século XX, decorrente dos avanços científicos produzidos por Carl Sprengel, no início do século XIX, posteriormente popularizados por Justus von Liebig em seu livro Aplicações da química orgânica na agricultura e fisiologia, de 1840
O biofertilizante pode ser uma importante fonte de nutrientes
Bio = vida, logo, BIOFERTILIZANTE é todo adubo de origem orgânica. Os biofertilizantes líquidos passam por processos de fermentação ou seja, em um processo de decomposição.
Mas não se trata simplesmente de um processo ao acaso, o equilíbrio das matérias primas, a fonte de água e a técnica utilizada são essenciais para que tenhamos atingidos nossos objetivos!
Quais fontes podemos usar para fazer os biofertilizantes:
Estercos bovinos.
Cama de aviário.
Estercos suínos.
Composto orgânico
Estercos avícolas.
Fontes químicas (rochas, pós, minerais).
Restos de plantas.
Como fazer o biofertilizante
Após misturar as matérias primas em um recipiente (vamos falar um pouco mais adiante), há basicamente duas maneiras de fazer:
Usar um mecanismo de forçar o ar a entrar na mistura (mexendo frequentemente ou soprando ar dentro da mistura)
Fazer em um recipiente ou tanque de grande superfície de contato com a atmosfera, ou seja, com grande superfície, com relação ao seu volume.
O ar ajuda as bactérias a se reproduzirem. Ao forçar o contato com o ar, estamos estimulando o crescimento de bactérias aeróbicas e bactérias anaeróbicas.
Regras de ouro para fazer seu biofertilizante
Use uma parte de esterco (ou de outra matéria prima) para 1,5 a 2 partes de água, mexa bem essa mistura. Se estiver disponível, convém adicionar soro de leite ou caldo de cana. Estes ajudam a nutrir os microorganismos da sua mistura.
A água a ser utilizada não pode ter cloro. É necessário tirar o cloro da água. O cloro pode ser retirado se deixar água descansar por 3 dias em um recipiente aberto.
A temperatura ideal para reprodução dos microorganismos é de 38oC. Se você estiver numa região fria, seu biofertilizante pode demorar até 90 dias para ficar pronto.
Como saber se o biofertilizante está pronto?
A mistura deve ter um odor agradável e você deve notar a separação entre a parte sólida e líquida da mistura inicial!
Após pronto, você pode guardar seu biofertilizante em um recipiente não hermético, pois como existem microorganismos na mistura, existe também a liberação de gases.
Como age o biofertilizante? Ele é igual a um defensivo?
Não! A ação é diferente! Enquanto o defensivo mata algum organismo que está parasitando ou fazendo nossas plantas sofrerem, o biofertilizante estimula as defesas da planta, pois ao nutrir adequadamente e de uma forma mais completa, a planta tem “armas” biodisponíveis para atacar as pragas!
Receita de biofertilizante: super-magro.
O super-magro é talvez o biofertilizante mais conhecido, começou a ser usado nas lavouras de maçã, em Ipê/RS.
As quantias abaixo são para fazer 250 litros. Você pode adaptar essa receita ao volume que quer (basta fazer uma regra de 3):
Material básico necessário:
30 litros de esterco fresco de vaca
60 litros de água não tratada
2kg de sulfato de zinco
1kg de cal hidratado
3kg de fosfato natural
1,3 kg de cinzas
300g de sulfato de manganês
300g de sulfato de ferro
50g de sulfato de cobalto
50g de molibdato de sódio
1,5kg de bórax
300g de sulfato de cobre.
28litros de leite ou soro de queijo sem sal (opcional)
14 litros de melado ou 28 de caldo de cana
Modo de preparo:
Misture os ingredientes 3 a 12, dividir em 7 porções iguais. Guarde estas porções para uso posterior.
Num tonel de 250litros misture os 30 litros de esterco + 60 litros de água + 2 litros de leite + 1 litro de melado (ou 2 de caldo de cana)
após 2 a 3 dias adicione 1 porção da mistura dos pós + 2 litros de melado (ou 4 de caldo de cana) + 10 litros de água, misture com o material do tonel.
Repetir esta etapa a cada 2 a 3 dias, até consumir as 7 porções dos pós.
Após misturar tudo (+- 21 dias) complete o tonel com água. Deixe 20cm para a emissão dos gases da fermentação.
Deixar o tonel preferencialmente em local que pegue sol o dia todo. Não impeça a saída de ar do tonel.
Como usar o super-magro ou biofertilizante
Dilua a calda pronta. Use 30mL para cada 1 litro de água. Pulverize a cada 10 a 15 dias.
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