Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.
Bactérias e composto orgânico podem aumentar a produtividade no cultivo de cana
Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, concluiu que a adição de composto e bactérias no solo resultou em um acréscimo de 20 toneladas por hectare no cultivo da cana-de-açúcar.
A união dessas técnicas é considerada uma estratégia ecologicamente sustentável, pois com o uso dos microrganismos e da compostagem consegue-se ganhos biológicos abaixo do solo, além de diminuir o uso de fertilizante fosfatado, representando ganho econômico.
“A fonte da maior parte dos fertilizantes fosfatados é de origem não renovável, ou seja, pode acabar. Então, nossa estratégia foi usar bactérias capazes de disponibilizar o fósforo e uma fonte de energia (o composto) para estimular a microbiota presente no solo e assim diminuirmos o uso de insumos fosfatados sintéticos”, descreve Antonio Marcos Miranda Silva, integrante desse projeto.
Segundo o pesquisador, apenas com o uso do composto, sem a adição de bactérias, foi possível aumentar a produtividade em condições de campo.
“Com o fertilizante fosfatado, rotineiramente utilizado (superfosfato triplo), obtivemos 145 toneladas por hectare de cana-de-açúcar; adicionando somente o composto, a produtividade foi para 155 toneladas por hectare, ou seja, ganhamos 10. Por fim, quando adicionamos composto e bactérias, a produtividade saltou para 165 toneladas por hectare, no primeiro ano de cultivo”, conta Miranda Silva.
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Da mesma forma que muitos agricultures usam esterco cru na lavoura, arboristas e empresas de conservação costumam usar poda triturada direto nas coroas e canteiros – isso pode ser um erro.
Afinal de contas, o que é um “mulch”?
É a utilização do termo “mulch” – que é traduzido como “cobertura”.
Sendo bastante conciso no termo, a cobertura do solo auxilia:
Na retenção de água no solo
Fornecimento de microorganismos para o solo
Evita a insolação direta no solo
Mantém um aporte gradual e lento da matéria orgânica
Reduz a força das águas – evita a erosão
Compostagem: um conceito importante – a relação C/N
A relação Carbono-Nitrogênio da compostagem é o fator mais importante que deve acontecer em uma pilha de compostagem.
Lembremos que a compostagem é um processo natural, mas induzido pelo homem. Misturamos resíduos ricos em Nitrogênio com resíduos ricos em Carbono – essa é a forma de balancear o processo de forma induzida.
Na natureza, a distribuição dos estercos animais e frutos (materiais normalmente mais ricos em nitrogênio) sobre a camada do solo das florestas é campos é heterogênea.
Temos uma quantidade enorme de material em processo de decomposição das palhas vegetais – nos campos- e da serapilheira – nas florestas. Isso faz com que a decomposição dessa matéria orgânica ocorra de forma a não desequilibrar o meio.
Se não desequilibra o meio, não desequilibra o sistema radicular – logo – não interfere na absorção de água e nutrientes pelas raízes das plantas.
Aqui caberia uma tese de doutorado (talvez mais de uma) – mas vou parar por aqui.
Solo urbano – uma nota especial sobre a degradação
Cabe aqui uma nota importante: solos urbanos – em via de regra – são degradados. Sempre plantamos sobre aterros ou sobre cortes de terreno, assim, assim, devemos assumir que estamos sempre trabalhando sobre condições não ideais para as plantas.
E também cabe a ressalva: normalmente os empreendedores pouco investem na qualidade do solo, sempre compram muitas plantas, mas pouco investem no solo que as receberá e manterá.
Adicionar poda triturada “crua”
Quando adicionamos a poda crua sobre o solo degradado vamos fazer uma coisa muito importante: adicionar matéria orgânica.
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Com o esterco compostado, os microrganismos aeróbicos reestruturam não apenas os minerais, mas também as populações microbianas, eliminando os patógenos e reduzindo sua capacidade de funcionamento em uma operação de compostagem.
Esterco compostado é completamente aeróbico; microrganismos aeróbicos requerem oxigênio e operam em um ambiente altamente aeróbico.
Microbiologia de um composto orgânico (aeróbico)
Microorganismos benéficos, a biologia aeróbica, produz compostos que sustentam e promovem a vida, como:
Enzimas
Nutrientes
Aminoácidos
Ácidos orgânicos
Reguladores de plantas
Estimulantes de crescimento
Antioxidantes
Antibióticos naturais.
Esses compostos sustentam e promovem a vida, ao contrário da produção de patógenos anaeróbicos. Em uma operação de compostagem, os micróbios benéficos não volatilizam os minerais, os retêm pelo seu metabolismo e pela reconstrução da matéria orgânica, incorporando-os em seus corpos microbianos.
Nutrientes e retenção no solo
Nitrogênio, fósforo, cálcio, potássio, enxofre e elementos traço são todos retidos em uma forma orgânica estável que não é lixiviável, resultando em uma retenção muito maior de minerais na forma adequada.
Compostar esterco pela compostagm – processo aeróbico – reestrutura os sais em uma reserva insolúvel, de modo que não afetam outras populações de microrganismos do solo, não são tóxicos para as raízes das plantas e não são lixiviáveis.
Esterco compostado elimina a presença de patógenos e os microrganismos aeróbicos do processo de compostagem têm a capacidade de reestruturar os agregados do solo, criando espaços para ar e água e reduzindo a compactação, resultando em um crescimento radicular muito maior.
Microrganismos benéficos estabelecem uma rede nutricional e fornecem esses minerais na forma adequada para a absorção pelas plantas.
Populações de fungos e bactérias
Esterco compostado, com uma população equilibrada de bactérias e fungos, reduz o ambiente que favorece o crescimento de ervas daninhas.
Os sais são reestruturados e os microrganismos benéficos configuram a estrutura do solo para melhor agregação, retenção de oxigênio e água, crescimento radicular e saúde das plantas.
Esterco compostado corretamente tem praticamente nenhuma demanda biológica de oxigênio, pois o oxigênio necessário para completar o processo de decomposição veio do ar.
Portanto, se materiais compostados entrarem em outro ambiente, não terão impacto negativo na vida aquática ou nas plantas. No esterco compostado corretamente, estruturamos nossas populações microbianas para as plantas pretendidas que serão cultivadas.
Diferentes plantas possuem diferentes necessidades de um solo rico em fungos e bactérias
Por exemplo: gramíneas e vegetais são mais dominados por bactérias; gramíneas requerem aproximadamente três vezes mais bactérias do que fungos. Para vegetais, a proporção é de aproximadamente três quartos de fungos para cada bactéria. Nossas culturas de linha requerem uma biologia equilibrada, que é de uma bactéria para um fungo.
Ao usar estercos ou materiais compostados corretamente, você adiciona a biologia e a estrutura mineral adequadas às suas culturas, proporcionando melhor nutrição, redução das populações de patógenos, melhora das estruturas do solo.
Essas biologia inoculadas terá uma contribuição benéfica de longa duração para sua fazenda por anos e décadas.
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O Fusarium, um gênero de fungos que causa doenças devastadoras em várias culturas. Entre os fungos mais eficazes nesse combate, destacam-se:
Trichoderma spp.
O gênero Trichoderma é um dos mais estudados e utilizados no controle biológico de Fusarium. Esses fungos são conhecidos por:
Produção de Enzimas: Produzem enzimas como quitinases e glucanases que degradam a parede celular dos patógenos.
Competição: Competem por espaço e nutrientes, limitando o crescimento de Fusarium.
Antibiose: Produzem compostos antibióticos que inibem o crescimento do Fusarium.
Indução de Resistência: Induzem respostas de defesa nas plantas hospedeiras, aumentando a resistência contra patógenos.
Trichoderma isolado. Veja mais aqui!
Gliocladium spp.
Gliocladium é outro gênero de fungos que tem mostrado eficácia contra Fusarium:
Parasitismo: Atua como parasito de outros fungos, invadindo e destruindo as estruturas do Fusarium.
Produção de Compostos Antifúngicos: Sintetiza compostos que são tóxicos para o Fusarium, inibindo seu crescimento e esporulação.
Beauveria bassiana
Embora mais conhecido como entomopatogênico (controlador de insetos), Beauveria bassiana também tem propriedades que ajudam no controle de Fusarium:
Competição e Antibiose: Compete com Fusarium por nutrientes e produz metabólitos secundários que podem ser tóxicos para o patógeno.
Fungos (Beauveria bassiana) atacando diversos insetos. Além de controlar o fusarium, podem ser predadores de insetos que prejudicam sua lavoura
Pochonia chlamydosporia
Pochonia chlamydosporia é um fungo nematófago que também tem ação contra Fusarium:
Parasitismo Direto: Ataca os escleródios e outras estruturas resistentes do Fusarium, reduzindo sua capacidade de sobreviver no solo.
Antibiose e Competição: Produz substâncias que inibem o crescimento do Fusarium e compete com ele por nutrientes.
Penicillium spp.
Algumas espécies de Penicillium também são eficazes contra Fusarium:
Produção de Antibióticos Naturais: Produzem compostos que são tóxicos para Fusarium.
Colonização do Solo e da Rizosfera: Colonizam a área ao redor das raízes das plantas, competindo diretamente com o Fusarium.
Aspergillus spp.
Embora algumas espécies de Aspergillus sejam patogênicas para humanos, outras são benéficas no controle de Fusarium:
Produção de Compostos Antimicrobianos: Produzem metabolitos que podem inibir o crescimento de Fusarium.
Competição por Recursos: Compete eficientemente com Fusarium por espaço e nutrientes no solo.
Bacillus spp. (bactéria, não fungo, mas relevante)
Embora Bacillus seja um gênero de bactérias, ele é frequentemente incluído em programas de biocontrole devido à sua eficácia:
Produção de Compostos Antifúngicos: Sintetiza lipopeptídeos e outros compostos que são altamente eficazes contra Fusarium.
Estimulação de Defesas da Planta: Induz a produção de fitoalexinas e outros compostos de defesa nas plantas.
Lagarta atacada por Bacillus thurigiensis (Bt). Saiba mais aqui.
Esses fungos são componentes essenciais em programas de manejo integrado de pragas (MIP), ajudando a reduzir a dependência de fungicidas químicos e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.
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Conquistas surpreendentes de um experimento realizado em Três Pontas, Brasil, entre 8 de julho e 30 de agosto.
Este estudo esvendou os benefícios extraordinários da aplicação de composto orgânico na produção e qualidade da alface crespa.
Conduzido com rigor científico, o experimento utilizou um desenho experimental com quatro repetições, explorando cinco doses distintas de composto orgânico (0,0; 20,0; 40,0; 60,0 e 80,0 t ha).
Os resultados revelaram padrões notáveis e apontaram para uma abordagem inovadora na produção de alface crespa.
A matéria fresca total exibiu um efeito impressionante, atingindo o ápice de rendimento de 914,2 g planta com a dose precisa de 59,4 t ha de composto orgânico.
Já para a matéria fresca comercial, a dose de 56,1 t ha proporcionou o rendimento máximo, atingindo 634,3 g planta.
O destaque foi a obtenção da maior circunferência comercial da cabeça (41,4 cm) com a aplicação de 53,7 t ha-1 de composto orgânico.
Além disso, a dose de 42,7 t.ha resultou em um comprimento máximo de caule de 3,9 cm, revelando a influência significativa das doses na morfologia da planta.
Esses resultados instigantes levam à conclusão de que a aplicação de 56,0 t.ha de composto orgânico antes do plantio emerge como um divisor de águas, impulsionando não apenas o rendimento, mas também a qualidade comercial da alface crespa.
Esta descoberta promissora abre portas para práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, impactando positivamente a produção de alimentos e a saúde do solo.
Acesse os detalhes completos do estudo para explorar como a inovação na aplicação de compostos orgânicos pode transformar a agricultura moderna
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Já vimos anteriormente que o esterco compostado possui vantagens para as plantas, agora vamos ver pontos importantes sobre a nutrição das plantas.
Esterco curtido, seria uma alternativa?
A formação das pilhas de esterco “curtido”
Durante o manejo dos animais, é necessária a retirada do esterco dos locais de criação. Geralmente ficam amontoados e, por essa característica, o Esterco fica anaeróbico.
Esterco de galinha cru pode atrair vetores, gerar odores e extinguir a vida no solo por algumas semanas.
Microrganismos anaeróbicos são aqueles que funcionam sem ar em um ambiente de alta umidade e oxigênio reduzido.
Pilhas de esterco podem ficar amontoados por meses até seu uso.
Por ficar armazenado por um período antes de ser aplicado no campo, passa por um processo de putrefação, gerando microrganismos anaeróbicos que criam muitos patógenos tóxicos e nocivos e aldeídos.
Estes, quando são então transferidos para o ambiente do campo, reduzem o crescimento das plantas e afetam as populações biológicas.
Mas porquê mesmo assim, quando eu adiciono esterco, minhas plantas respondem positivamente?
Pois nossos solos são tão degradados, que qualquer matéria orgânica vai fazer diferença!
Esterco e odores
Patógenos anaeróbicos sempre, sem exceção, produzem elementos tóxicos – redutores de vida. Outra desvantagem importante do esterco cru são os odores criados (veja mais sobre odores aqui).
Patógenos anaeróbicos, através do processo de putrefação, não decompõem adequadamente os materiais orgânicos e volatilizam os minerais, como:
– Nitrogênio em amônia.
– Fosfato em gás fosfina.
– Carbono em metano.
– Enxofre em sulfeto de hidrogênio
Estes gases, em determinadas concentrações podem ser tóxicos, representam uma perda dramática de nutrientes ou minerais potenciais que deveriam ser retidos nas reservas do solo e não devolvidos à atmosfera.
Esterco cru contém altos níveis de sais solúveis, prejudiciais aos sistemas radiculares, à biologia do solo e que são muito lixiviáveis, podendo ser facilmente perdidos em corpos d’água.
Transloca um grande número de patógenos anaeróbicos e compostos patogênicos para o solo e é extremamente rico em sementes daninhas e bactérias, que, quando adicionadas aos solos, estimulam o crescimento de ervas daninhas.
O conteúdo de sais presentes nos estercos estimula plantas tolerantes a altos níveis de sal, a combinação dessas condições é destrutiva para as culturas que queremos cultivar.
Esterco cru, devido à sua alta demanda biológica de oxigênio, esgota as reservas de oxigênio do solo no processo de decomposição.
Em condições ideais, a decomposição da matéria orgânica deveria gerar apenas dioxido de carbono, água e calor.
Isso cria um ambiente propício para patógenos que produzem toxinas, resultando na perda de oxigênio necessário para a vida das plantas e populações microbianas benéficas.
Demanda bioquímica de oxigênio e vida no solo
A alta demanda biológica de oxigênio é muito destrutiva em solos e sistemas aquáticos. Agências governamentais agora monitoram o escoamento agrícola para materiais que afetam a demanda biológica de oxigênio em outros sistemas, o que pode ser muito custoso e sujeito a pesadas multas.
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As diferenças estão na forma de apresentação – de como a planta absorve…
A diferença entre esterco cru e esterco compostado é que o esterco cru baseado apenas no conteúdo mineral, conforme indicado em uma análise laboratorial que aponta os apenas os valores de N, P e K (infelizmente é o que 90% dos todos os produtores veem).
Para entender um poico mais sobre a dinâmica dos nutrientes, clique aqui..
Já o esterco compostado terá um valor mineral NPK comparável, seu maior valor está nas propriedades biológicas dos microrganismos corretos – bactérias, fungos, protozoários, nematódeos – que são transferidos para um solo que necessita dessa reestruturação biológica adequada.
Huminas, descubra aqui como complexar seu solo e obter mais produtividade.
O que vale mais, maior porcentagem no laudo ou melhor absorção pela planta?
Isso é cem vezes mais valioso que o conteúdo mineral vindo de NPK, pois, em alguns anos, o conteúdo mineral é esgotado, enquanto uma inoculação biológica adequada pode durar décadas.
Outra comparação entre esterco cru e compostado é o conteúdo mineral. No esterco cru, os minerais são solúveis e lixiviáveis, o que significa que estão expostos à maior perda no meio ambiente (pela chuva, sol, vento), reduzindo o conteúdo mineral disponível para as plantas.
No composto, como funciona?
No esterco compostado, os minerais são reestruturados durante a decomposição em formas orgânicas, que são muito mais retidas nas reservas do solo.
Essas são retidas nas estruturas orgânicas e também nos corpos microbianos, que não são lixiviáveis, mantendo assim o conteúdo mineral de forma muito superior, pelo processo de compostagem.
Os minerais no esterco cru são frequentemente mantidos em uma forma oxidada, que não estão prontamente disponível para as plantas.
Os minerais no esterco compostado são apresentados à planta em forma reduzida, mais disponíveis para a utilização pelas plantas.
Minerais oxidados não podem ser utilizados pelas plantas; minerais reduzidos são a forma que as plantas utilizam como seus principais e micronutrientes ou elementos traços.
Nos vemos na parte 2, para tratar sobre os problemas de usar esterco cru!
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A compostagem é uma tecnologia que busca aumentar a eficiência dos processos de reciclagem de resíduos orgânicos, de modo que possam ser reaproveitados na agricultura com segurança.
No Brasil, o SmartCompost (www.smartcompost.com.br) ocupa lugar de destaque quando o assunto é compostagem. O equipamento patenteado monitora temperatura, umidade e gases como metano e CO2, otimizando o processo e acompanhando a emissão de odores.
Integrado a uma estação meteorológica, o equipamento prevê condições climáticas e responde às preocupações da comunidade, promovendo uma compostagem eficiente e ambientalmente responsável, além de melhorar a convivência comunitária.
O SmartCompost está no mercado desde 2019. Mas a equipe trabalha com compostagem desde 2009. A tecnologia é detentora de duas premiações internacionais, entregues pelo Conselho de Compostagem dos Estados Unidos (US Composting Council), do qual faz parte inclusive do time de mentores, do programa de profissionalização de profissionais norte-americanos.
Matérias-primas utilizadas na compostagem.Estação meteorológica instalada em pátio de compostagem – Auxilia na tomada de decisão dos operadores.Composto produzido em uma planta de compostagem.Dashboard do site www.smartcompost.com.br
Exclusivamente para a redação do Mais Floresta (www.maisfloresta.com.br), Felipe Pedrazzi um dos fundadores do SmartCompost, e também atual diretor-presidente da Associação Brasileira de Compostagem, destacou a relevância do projeto e seus diferenciais no mercado.
Pedrazzi possui uma vasta experiência em compostagem e gestão de resíduos, seus estudos têm contribuído significativamente nacional e internacionalmente para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis no setor. Sua expertise inclui: Criação de sistemas eficientes de compostagem, Gerenciamento de projetos de compostagem em larga escala e Promoção de práticas sustentáveis e educação sobre compostagem.
Mais Floresta – Como foram as etapas para a concepção do projeto SmartCompost? E quais os principais desafios enfrentados?
Felipe Pedrazzi – A concepção do projeto SmartCompost passou pelas dificuldades operacionais de uma planta de compostagem, como os controles de temperatura (obrigatórios), identificação de odores e controles de processo. Diante disso entendemos que o processo manual de inserir um termômetro, passar para uma prancheta, da prancheta para a planilha, da planilha para a análise dados, muitos erros aconteciam, dados e tempo eram perdidos, além dos erros inerentes ao processo manual.
Depois disso, quisemos uma análise muito mais abrangente, com a visão do processo como um todo: desde a tomada de temperaturas, medição de umidade, emissão de gases indicadores de anaerobiose, para que pudéssemos controlar adequadamente o processo, evitar odores e produzir um composto de excelente qualidade! Portanto, podemos resumir o processo de implantação do SmartCompost da seguinte forma:
Identificação do problema: necessidade de uma solução eficiente para gerenciar unidades de compostagem.
Desenvolvimento da Tecnologia: desenvolvimento de um sistema automatizado com sensores e estação meteorológica.
Patente e Legislação: nosso produto é patenteado e está servindo para dar conformidade com normas ambientais e requisitos das licenças de operação.
Lançamento e Comercialização: introdução ao mercado com foco em sustentabilidade.
Mais Floresta – Como esta tecnologia funciona em prática?
Felipe Pedrazzi – A tecnologia opera através das seguintes etapas:
Monitoramento Contínuo: sensores para temperatura, umidade e gases (Amônia, Gás Sulfídrico e Metano);
Análise de Dados: a análise dos dados confere otimização do processo com base em dados coletados;
Estação Meteorológica: ajustes baseados em condições climáticas;
Relatórios e Conformidade: garantia de conformidade com normas ambientais e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Quais os seus principais diferenciais no mercado?
Podemos destacar:
Tecnologia Integrada: sensores e análise de dados em tempo real;
Sustentabilidade: redução de emissões e mitigação de odores;
Conformidade Legal: operações de acordo com normas ambientais;
Eficiência Operacional: otimização do processo de compostagem.
Mais Floresta – De que maneira o SmartCompost atua na proteção do meio ambiente em locais onde há monitoramento através de sua tecnologia?
Felipe Pedrazzi – A compostagem em si já é um processo de tratamento de resíduos e produção de um excelente adubo para a agricultura em geral. Melhora as condições do solo, para que as plantas cresçam mais saudáveis, requeiram 40%-60% a menos de fertilizantes químicos solúveis em água e suprimem o uso de defensivos em até 80%, se as condições da lavoura forem manejadas para atingir estes resultados. São conceitos que estão sendo tratados na Agricultura Regenerativa Tropical. Além disso, nosso equipamento ainda consegue:
Redução de Emissões: devido ao monitoramento contínuo das condições das pilhas de compostagem, é possível identificar condições inadequadas (anaeróbicas) e agir rapidamente, evitando as emissões atmosféricas e odores;
Prevenção de Problemas: identificação precoce de problemas operacionais;
Conformidade Ambiental: operações adequadas minimizam o impacto ecológico.
Mais Floresta – Quais expectativas para o mercado de compostagem para os próximos anos?
Felipe Pedrazzi – A medida que as pessoas passam a entender que os resíduos devem ser tratados com seriedade e que os impactos inerentes ao aterramento ou colocação destes materiais em locais inadequados trazem problemas graves à saúde e ao ambiente, visam por soluções sustentáveis. A compostagem é um excelente aliado do produtor rural, que consegue agregar valor à sua lavoura, pelo baixo investimento e aumento da produtividade.
Ao mesmo tempo, a compostagem resolve também um problema urbano, que é a geração de resíduos orgânicos e disposição em aterros e ‘lixões’ (gerando metano, contaminando o solo, água e ar). Estes, aliados à poda urbana podem ser misturados e comportados, gerando fertilizante para áreas periurbanas, que produzem alimentos nos cinturões verdes, por exemplo.
BioComForest 2024
Pedrazzi estará presente como palestrante convidado no BioComForest 2024, um dos maiores eventos de biomassa, compostagem e floresta, que acontecerá nos dias 30 e 31/07 e 01/08, no campus da Unesp, em Botucatu (SP). O evento é uma oportunidade única para contato e troca de experiências entre empresas especializadas, fornecedores e clientes. Saiba mais, e garanta sua inscrição no link: https://biocomforest.com.br/
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Compostagem industrialMonitoramento de odorSensores IoTSetor e instituições
Resumo editorial da listagem pública da USCC/CompostU que menciona o uso de sensores SmartCompost em estudo de emissões de gases em pilhas de compostagem.
Todos sabemos que compostar nem sempre é tão simples como as pessoas falam por aí, nosso entendimento é que compostar é quase uma arte! E assim, toda arte precisa de dedicação! Compostar é…
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Compostagem: Uma Revolução Silenciosa na Agricultura
A pesquisa, realizada ao longo de anos, concentrou-se na aplicação estratégica de composto orgânico em cultivos tradicionais, revelando um aumento expressivo na eficiência dos fertilizantes inorgânicos.
Ao adicionar composto ao solo, os cientistas observaram uma melhoria notável nas características microbianas, proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento saudável das plantas.
Redução Significativa da necessidade de Nitrogênio Mineral
Uma das descobertas mais notáveis do estudo foi a capacidade da compostagem em reduzir até 40% do consumo de nitrogênio mineral, sem comprometer a produtividade das safras.
Essa diminuição impactante não apenas impulsiona a eficiência dos recursos, mas também representa um avanço crucial na busca por práticas agrícolas mais sustentáveis.
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Fonte: resumo editorial baseado em publicação de Econodata. Não reproduzimos o texto integral da fonte.
Data da fonte: data cadastral: 18 de junho de 2024; a página não informa data editorial de publicação Local da publicação: Econodata – base pública empresarial; Sorocaba, SP
O encontro
A página da Econodata registra a Smart Compost Soluções em Resíduos Ltda como empresa ativa, com nome fantasia Smart Compost.
O cadastro aponta abertura em 18 de junho de 2024, sede em Sorocaba, SP, e atividade principal ligada a consultoria em tecnologia da informação.
O registro também lista Felipe José de Moraes Pedrazzi e Thiago Aguiar Cacuro como sócios/administradores.
Leitura estratégica
Este encontro tem valor cadastral: ajuda a documentar a formalização empresarial da Smart Compost.
Para o blog, a melhor leitura é institucional, conectando a empresa de tecnologia ao histórico técnico já registrado em FAPESP, mídia e eventos.