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  • Esterco cru e esterco compostado – Parte 1 – as diferenças cruciais

    Esterco cru e esterco compostado – Parte 1 – as diferenças cruciais

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Já falamos por aqui um bocado de vezes sobre o uso do solo, produtividade agrícola… veja aqui um texto nosso muito legal sobre isso.

    Hoje vamos falar de uma grande dúvida que as pessoas tem… que é o uso do esterco cru X o uso do composto orgânico… vamos considerar neste primeiro texto a BIODISPONIBILIDADE de nutrientes…

    As diferenças estão na forma de apresentação – de como a planta absorve…

    A diferença entre esterco cru e esterco compostado é que o esterco cru baseado apenas no conteúdo mineral, conforme indicado em uma análise laboratorial que aponta os apenas os valores de N, P e K (infelizmente é o que 90% dos todos os produtores veem).

    Para entender um poico mais sobre a dinâmica dos nutrientes, clique aqui..

    Já o esterco compostado terá um valor mineral NPK comparável, seu maior valor está nas propriedades biológicas dos microrganismos corretos – bactérias, fungos, protozoários, nematódeos – que são transferidos para um solo que necessita dessa reestruturação biológica adequada.

    Huminas, descubra aqui como complexar seu solo e obter mais produtividade.

    O que vale mais, maior porcentagem no laudo ou melhor absorção pela planta?

    Isso é cem vezes mais valioso que o conteúdo mineral vindo de NPK, pois, em alguns anos, o conteúdo mineral é esgotado, enquanto uma inoculação biológica adequada pode durar décadas.

    Outra comparação entre esterco cru e compostado é o conteúdo mineral. No esterco cru, os minerais são solúveis e lixiviáveis, o que significa que estão expostos à maior perda no meio ambiente (pela chuva, sol, vento), reduzindo o conteúdo mineral disponível para as plantas.

    No composto, como funciona?

    No esterco compostado, os minerais são reestruturados durante a decomposição em formas orgânicas, que são muito mais retidas nas reservas do solo.

    Essas são retidas nas estruturas orgânicas e também nos corpos microbianos, que não são lixiviáveis, mantendo assim o conteúdo mineral de forma muito superior, pelo processo de compostagem.

    Os minerais no esterco cru são frequentemente mantidos em uma forma oxidada, que não estão prontamente disponível para as plantas.

    Os minerais no esterco compostado são apresentados à planta em forma reduzida, mais disponíveis para a utilização pelas plantas.

    Minerais oxidados não podem ser utilizados pelas plantas; minerais reduzidos são a forma que as plantas utilizam como seus principais e micronutrientes ou elementos traços.

    Nos vemos na parte 2, para tratar sobre os problemas de usar esterco cru!

  • Monitorando gases, temperatura e umidade na compostagem

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Texto publicado na página do evento BioComForest

    A compostagem é uma tecnologia que busca aumentar a eficiência dos processos de reciclagem de resíduos orgânicos, de modo que possam ser reaproveitados na agricultura com segurança.

    No Brasil, o SmartCompost (www.smartcompost.com.brocupa lugar de destaque quando o assunto é compostagem. O equipamento patenteado monitora temperatura, umidade e gases como metano e CO2, otimizando o processo e acompanhando a emissão de odores.

    Integrado a uma estação meteorológica, o equipamento prevê condições climáticas e responde às preocupações da comunidade, promovendo uma compostagem eficiente e ambientalmente responsável, além de melhorar a convivência comunitária.

    SmartCompost está no mercado desde 2019. Mas a equipe trabalha com compostagem desde 2009. A tecnologia é detentora de duas premiações internacionais, entregues pelo Conselho de Compostagem dos Estados Unidos (US Composting Council), do qual faz parte inclusive do time de mentores, do programa de profissionalização de profissionais norte-americanos.

    Matérias-primas utilizadas na compostagem.
    Estação meteorológica instalada em pátio de compostagem – Auxilia na tomada de decisão dos operadores.
    Composto produzido em uma planta de compostagem.
    Dashboard do site www.smartcompost.com.br

    Exclusivamente para a redação do Mais Floresta (www.maisfloresta.com.br), Felipe Pedrazzi um dos fundadores do SmartCompost, e também atual diretor-presidente da Associação Brasileira de Compostagem, destacou a relevância do projeto e seus diferenciais no mercado.

    Pedrazzi possui uma vasta experiência em compostagem e gestão de resíduos, seus estudos têm contribuído significativamente nacional e internacionalmente para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis no setor. Sua expertise inclui: Criação de sistemas eficientes de compostagem, Gerenciamento de projetos de compostagem em larga escala e Promoção de práticas sustentáveis e educação sobre compostagem.

    Mais Floresta – Como foram as etapas para a concepção do projeto SmartCompost? E quais os principais desafios enfrentados?

    Felipe Pedrazzi – A concepção do projeto SmartCompost passou pelas dificuldades operacionais de uma planta de compostagem, como os controles de temperatura (obrigatórios), identificação de odores e controles de processo. Diante disso entendemos que o processo manual de inserir um termômetro, passar para uma prancheta, da prancheta para a planilha, da planilha para a análise dados, muitos erros aconteciam, dados e tempo eram perdidos, além dos erros inerentes ao processo manual.

    Depois disso, quisemos uma análise muito mais abrangente, com a visão do processo como um todo: desde a tomada de temperaturas, medição de umidade, emissão de gases indicadores de anaerobiose, para que pudéssemos controlar adequadamente o processo, evitar odores e produzir um composto de excelente qualidade! Portanto, podemos resumir o processo de implantação do SmartCompost da seguinte forma:

    1. Identificação do problema: necessidade de uma solução eficiente para gerenciar unidades de compostagem.
    2. Desenvolvimento da Tecnologia: desenvolvimento de um sistema automatizado com sensores e estação meteorológica.
    3. Patente e Legislação: nosso produto é patenteado e está servindo para dar conformidade com normas ambientais e requisitos das licenças de operação.
    4. Lançamento e Comercialização: introdução ao mercado com foco em sustentabilidade.

    Mais Floresta – Como esta tecnologia funciona em prática?

    Felipe Pedrazzi – A tecnologia opera através das seguintes etapas:

    • Monitoramento Contínuo: sensores para temperatura, umidade e gases (Amônia, Gás Sulfídrico e Metano);
    • Análise de Dados: a análise dos dados confere otimização do processo com base em dados coletados;
    • Estação Meteorológica: ajustes baseados em condições climáticas;
    • Relatórios e Conformidade: garantia de conformidade com normas ambientais e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    Quais os seus principais diferenciais no mercado?

    Podemos destacar:

    • Tecnologia Integrada: sensores e análise de dados em tempo real;
    • Sustentabilidade: redução de emissões e mitigação de odores;
    • Conformidade Legal: operações de acordo com normas ambientais;
    • Eficiência Operacional: otimização do processo de compostagem.

    Mais Floresta – De que maneira o SmartCompost atua na proteção do meio ambiente em locais onde há monitoramento através de sua tecnologia?

    Felipe Pedrazzi – A compostagem em si já é um processo de tratamento de resíduos e produção de um excelente adubo para a agricultura em geral. Melhora as condições do solo, para que as plantas cresçam mais saudáveis, requeiram 40%-60% a menos de fertilizantes químicos solúveis em água e suprimem o uso de defensivos em até 80%, se as condições da lavoura forem manejadas para atingir estes resultados. São conceitos que estão sendo tratados na Agricultura Regenerativa Tropical. Além disso, nosso equipamento ainda consegue:

    • Redução de Emissões: devido ao monitoramento contínuo das condições das pilhas de compostagem, é possível identificar condições inadequadas (anaeróbicas) e agir rapidamente, evitando as emissões atmosféricas e odores;
    • Prevenção de Problemas: identificação precoce de problemas operacionais;
    • Conformidade Ambiental: operações adequadas minimizam o impacto ecológico.

    Mais Floresta – Quais expectativas para o mercado de compostagem para os próximos anos?

    Felipe Pedrazzi – A medida que as pessoas passam a entender que os resíduos devem ser tratados com seriedade e que os impactos inerentes ao aterramento ou colocação destes materiais em locais inadequados trazem problemas graves à saúde e ao ambiente, visam por soluções sustentáveis. A compostagem é um excelente aliado do produtor rural, que consegue agregar valor à sua lavoura, pelo baixo investimento e aumento da produtividade.

    Ao mesmo tempo, a compostagem resolve também um problema urbano, que é a geração de resíduos orgânicos e disposição em aterros e ‘lixões’ (gerando metano, contaminando o solo, água e ar). Estes, aliados à poda urbana podem ser misturados e comportados, gerando fertilizante para áreas periurbanas, que produzem alimentos nos cinturões verdes, por exemplo.

    BioComForest 2024

    Pedrazzi estará presente como palestrante convidado no BioComForest 2024, um dos maiores eventos de biomassa, compostagem e floresta, que acontecerá nos dias 30 e 31/07 e 01/08, no campus da Unesp, em Botucatu (SP). O evento é uma oportunidade única para contato e troca de experiências entre empresas especializadas, fornecedores e clientes. Saiba mais, e garanta sua inscrição no link: https://biocomforest.com.br/

  • Resultados promissores para a melhorar aa produção agrícola e a preservar o meio ambiente

    Resultados promissores para a melhorar aa produção agrícola e a preservar o meio ambiente

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Em um cenário agrícola em constante evolução, cientistas dedicados desvendaram descobertas revolucionárias que prometem transformar a maneira como encaramos a agricultura moderna.

    Um estudo inovador, conduzido por especialistas em agronomia e sustentabilidade, destaca os benefícios significativos da compostagem na produção de cultivos e na redução do impacto ambiental.

    Compostagem: Uma Revolução Silenciosa na Agricultura

    A pesquisa, realizada ao longo de anos, concentrou-se na aplicação estratégica de composto orgânico em cultivos tradicionais, revelando um aumento expressivo na eficiência dos fertilizantes inorgânicos.

    Ao adicionar composto ao solo, os cientistas observaram uma melhoria notável nas características microbianas, proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento saudável das plantas.

    Redução Significativa da necessidade de Nitrogênio Mineral

    Uma das descobertas mais notáveis do estudo foi a capacidade da compostagem em reduzir até 40% do consumo de nitrogênio mineral, sem comprometer a produtividade das safras.

    Essa diminuição impactante não apenas impulsiona a eficiência dos recursos, mas também representa um avanço crucial na busca por práticas agrícolas mais sustentáveis.

    Entenda aqui como isso pode ser demonstrado na prática

  • Cultivo de cereais com composto orgânico: 11% a mais de produtividade

    Cultivo de cereais com composto orgânico: 11% a mais de produtividade

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    A aplicação composto orgânico em terras cultiváveis demonstrou reduzir a necessidade de fertilizantes sintéticos.

    Pesquisas sobre o impacto do manejo do solo e uso do composto orgânico, demonstram aumento no rendimento do milho (Zea mays), da soja (Glycine max) e do trigo (Triticum aestivum).

    Concentrações de Matéria Orgânica (MO), fósforo (P) e potássio (K) no solo também foram aumentadas!.

    Iniciado em 1988, um estudo de longo prazo envolvendo a rotação de cultura entre milho–soja–trigo focou em parcelas que haviam sido gerenciadas com aiveca(MP), arado escarificador e plantio direto.

    No primeiro ano o arado de aivecas e o arado de escarificador aumentaram o rendimento do milho em comparação com o plantio direto.

    No entanto, a aração não teve um impacto significativo no rendimento nos anos posteriores.

    Notavelmente, a aplicação de composto orgânico aumentou o rendimento em 11%, nas áreas de plantio direto.

    Em todos os cultivos com adição de composto, o solo teores mais elevados de matéria orgânica (63 g kg⁻¹) e fósforo (164 mg kg⁻¹), em comparação com solos sem composto (56 g kg⁻¹ MO, 55 mg kg⁻¹ P).

    O estudo conclui que múltiplas aplicações de composto podem melhorar o rendimento do milho e da soja e eliminar as diferenças entre sistemas convencionais e de plantio direto.

    A recomendação do artigo foi a aplicação de 5 a 10 toneladas de composto por hectare!

  • Grandes negócios: Impactos econômicos da compostagem

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Como já vimos em outros posts, apenas 3% dos resíduos no Brasil são reciclados. Mais de 50% dos brasileiros estão desassistidos por sistemas básicos de saneamento e ainda descartam seus resíduos em lixões.

    Existe uma grande oportunidade que está batendo na porta do Brasil.

    Nesta linha, fica claro uma grande oportunidade de negócios ambientais. Antes de pensar no descarte de resíduos, temos que pensar em reciclá-los.

    A compostagem é o método mais adequado de reciclagem de resíduos orgânicos. Além disso, a compostagem devolve ao ambiente importantes nutrientes para nossos jardins e lavouras.

    Um estudo conduzido nos Estados Unidos indica que a compostagem gera 2 vezes mais empregos que aterros sanitários e 4 vezes mais empregos que incineradores (ou CDR, no Brasil).

    O Retorno de Investimento em usinas de compostagem é 5 vezes maior do que aterros e 17 vezes maior do que a incineração.

    A cada milhão de toneladas processadas na compostagem, são 1600 empregos auxiliares para a aplicação do composto orgânico, em serviços de infra-estrutura verde ou agricultura.

    Em 2011, o colégio Middlebury (em Vermont/EUA) economizou 100.000 dólares em taxas de aterro sanitário, retirando 90% dos resíduos orgânicos. Além disso, compostou 370 toneladas de resíduos alimentares.

    O composto orgânico gerado, o produto da compostagem, tem valor agregado para vários negócios locais (floriculturas, garden centers, supermercados, pet-shops).

    O “Institute for Local Self Reliance” publicou que para cada 10.000 toneladas de composto são gerados 18 empregos – lembre-se que não existiriam esses empregos se usássemos aterros ou incineradores.

    O composto reduz os custos de cultivo nas fazendas, pois melhores condições de solo são atingidas com o uso do composto, especialmente no longo prazo.

    A disponibilização dos nutrientes do composto, por ser de liberação lenta, evita a lixiviação de químicos para o solo e águas subterrâneas, proporcionando melhores condições de crescimento para as lavouras.

    E você? Vai começar?

  • Biofertilizantes: como fazer o seu. Vantagens e desvantagens.

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    O Brasil tem uma vasta área geográfica, ladeado por diversos ecossistemas muito diferentes e cada um com seu potencial.

    O crescimento anual do uso de fertilizantes quimicos/convencionais, segundo a Associação Nacional de Difusores de Adubo (ANDA), é de 4,6% ao ano. A agricultura, cuidados com as plantas, pecuária e jardins necessitam de nutrientes diferentes daqueles “NPK” que estamos acostumados a aplicar nos nossos jardins e lavouras.

    Neste artigo vamos procurar mostrar uma outra linha de adubação, que é a não convencional. Ressaltamos que estamos longe de demonizar ou de desestimular o adubo químico tradicional, queremos trazer aqui uma visão diferente e alternativa para poder reaproveitar importantes recursos que podem ser encontrados na sua propriedade ou mesmo em sua casa.

    Assim como qualquer outro adubo orgânico, ou seja, proveniente de fontes vivas (estercos, palhas, cinzas, folhas) tem a função de alimentar e principalmente, proteger a planta, pois plantas bem nutridas são plantas saudáveis.

    O equilibrio de nutrientes é essencial para o desenvolvimento de qualquer planta.

    Lei de Liebig, também conhecida por “teoria do barril” é um princípio utilizado principalmente na agricultura que estabelece que o desenvolvimento de uma planta será limitado pelo nutrientes faltoso ou deficitário, mesmo que todos os outros elementos ou fatores estejam presentes.

    Foi desenvolvida pelos estudos em agricultura convencional no século XX, decorrente dos avanços científicos produzidos por Carl Sprengel, no início do século XIX, posteriormente popularizados por Justus von Liebig em seu livro Aplicações da química orgânica na agricultura e fisiologia, de 1840

    Como as 3 leis gerais da adubação limitam seu crescimento profissional

    O biofertilizante pode ser uma importante fonte de nutrientes

    Bio = vida, logo, BIOFERTILIZANTE é todo adubo de origem orgânica. Os biofertilizantes líquidos passam por processos de fermentação ou seja, em um processo de decomposição.

    Mas não se trata simplesmente de um processo ao acaso, o equilíbrio das matérias primas, a fonte de água e a técnica utilizada são essenciais para que tenhamos atingidos nossos objetivos!

    Quais fontes podemos usar para fazer os biofertilizantes:
    • Estercos bovinos.
    • Cama de aviário.
    • Estercos suínos.
    • Composto orgânico
    • Estercos avícolas.
    • Fontes químicas (rochas, pós, minerais).
    • Restos de plantas.

    Como fazer o biofertilizante

    Após misturar as matérias primas em um recipiente (vamos falar um pouco mais adiante), há basicamente duas maneiras de fazer:

    • Usar um mecanismo de forçar o ar a entrar na mistura (mexendo frequentemente ou soprando ar dentro da mistura)
    • Fazer em um recipiente ou tanque de grande superfície de contato com a atmosfera, ou seja, com grande superfície, com relação ao seu volume.

    O ar ajuda as bactérias a se reproduzirem. Ao forçar o contato com o ar, estamos estimulando o crescimento de bactérias aeróbicas e bactérias anaeróbicas.

    Regras de ouro para fazer seu biofertilizante

    Use uma parte de esterco (ou de outra matéria prima) para 1,5 a 2 partes de água, mexa bem essa mistura. Se estiver disponível, convém adicionar soro de leite ou caldo de cana. Estes ajudam a nutrir os microorganismos da sua mistura.

    A água a ser utilizada não pode ter cloro. É necessário tirar o cloro da água. O cloro pode ser retirado se deixar água descansar por 3 dias em um recipiente aberto.

    A temperatura ideal para reprodução dos microorganismos é de 38oC. Se você estiver numa região fria, seu biofertilizante pode demorar até 90 dias para ficar pronto.

    Como saber se o biofertilizante está pronto?

    A mistura deve ter um odor agradável e você deve notar a separação entre a parte sólida e líquida da mistura inicial!

    Após pronto, você pode guardar seu biofertilizante em um recipiente não hermético, pois como existem microorganismos na mistura, existe também a liberação de gases.

    Como age o biofertilizante? Ele é igual a um defensivo?

    Não! A ação é diferente! Enquanto o defensivo mata algum organismo que está parasitando ou fazendo nossas plantas sofrerem, o biofertilizante estimula as defesas da planta, pois ao nutrir adequadamente e de uma forma mais completa, a planta tem “armas” biodisponíveis para atacar as pragas!

    Receita de biofertilizante: super-magro.

    O super-magro é talvez o biofertilizante mais conhecido, começou a ser usado nas lavouras de maçã, em Ipê/RS.

    As quantias abaixo são para fazer 250 litros. Você pode adaptar essa receita ao volume que quer (basta fazer uma regra de 3):

    Material básico necessário:

    1. 30 litros de esterco fresco de vaca
    2. 60 litros de água não tratada
    3. 2kg de sulfato de zinco
    4. 1kg de cal hidratado
    5. 3kg de fosfato natural
    6. 1,3 kg de cinzas
    7. 300g de sulfato de manganês
    8. 300g de sulfato de ferro
    9. 50g de sulfato de cobalto
    10. 50g de molibdato de sódio
    11. 1,5kg de bórax
    12. 300g de sulfato de cobre.
    13. 28litros de leite ou soro de queijo sem sal (opcional)
    14. 14 litros de melado ou 28 de caldo de cana

    Modo de preparo:

    Misture os ingredientes 3 a 12, dividir em 7 porções iguais. Guarde estas porções para uso posterior.

    • Num tonel de 250litros misture os 30 litros de esterco + 60 litros de água + 2 litros de leite + 1 litro de melado (ou 2 de caldo de cana)
    • após 2 a 3 dias adicione 1 porção da mistura dos pós + 2 litros de melado (ou 4 de caldo de cana) + 10 litros de água, misture com o material do tonel.
    • Repetir esta etapa a cada 2 a 3 dias, até consumir as 7 porções dos pós.
    • Após misturar tudo (+- 21 dias) complete o tonel com água. Deixe 20cm para a emissão dos gases da fermentação.
    • Deixar o tonel preferencialmente em local que pegue sol o dia todo. Não impeça a saída de ar do tonel.

    Como usar o super-magro ou biofertilizante

    Dilua a calda pronta. Use 30mL para cada 1 litro de água. Pulverize a cada 10 a 15 dias.

  • Gerenciamento de resíduos sólidos no Brasil.

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Onde a compostagem se encaixa?

    Grande parte do Brasil é desassistida por programas de compostagem, podemos dizer que mais de 99% dos brasileiros não tem acesso a um programa de coleta de orgânicos e de compostagem.

    De acordo com o governo federal, mais 50% dos brasileiros ainda descartam seus resíduos em LIXÕES. Veja aqui uma reportagem completa. E apenas 3% dos nossos resíduos recicláveis são efetivamente reciclados (no nordeste apenas 0,7%). Mas isso é matéria para outro post!

    Dessa forma, os brasileiros também não tem acesso ao nosso ouro negro, ou composto orgânico, fundamental para o incremento da produtividade agrícola no nosso país.

    Onde a compostagem se encaixa neste contexto?

    Dentre os benefícios da compostagem, podemos citar 3 casos importantes:

    Resíduos sólidos municipais

    • Nos resíduos sólidos municipais, o resíduo orgânico (resíduos de cozinha e resíduos de poda) correspondem a mais da metade do peso.
    • Retirar estes resíduos de aterros e incineradores (o famoso CDR) corresponde a um corte importante no custo de destinação, economizando dinheiro para os cidadãos.

    A compostagem evita problemas ambientais:

    • No aterro, o responsável pela emissão de metano, um poderoso gás do efeito estufa, é o orgânico.
    • O metano é 84 vezes mais perigoso ao nossa atmosfera do que o CO2.
    • De acordo com a EPA, aterros sanitários são a terceira maior fonte de gases do efeito estufa do mundo.
    • As emissões de um aterro sanitário equivalem a queima de 250 milhões de barris de petróleo ou 23 milhões de carros por ano.
    • De todas as emissões de um município, 22% são de aterros.
    • Incineradores de resíduos são os maiores emissores de gases do efeito estufa para a atmosfera.
    • Aterros e incineradores não geram composto orgânico, que tem a habilidade de sequestrar carbono e construir novos solos férteis.

    Composto orgânico melhora a saúde dos nossos solos

    • Aumenta a capacidade de retenção de água no solo.
    • Aumenta a capacidade de infiltração de água no solo.
    • Repõe o solo erodido pelo uso intensivo (33% dos solos no mundo estão degradados)
    • Usando o composto, reduz-se o risco de eroões.
    • Repõe os nutrientes no solo, que antes teriam sido queimados ou aterrados.
    • O uso de composto auxilia na infra-estrutura urbana: melhora o manejo de água de chuva, evita enchentes e retém a água no local da chuva.
    • Estabiliza o pH do solo, aumentando a capacidade de manutenção em níveis ótimos.
    • Reestabelece processos microbiológicos no solo, aumentando a produtividade das nossas lavouras.

  • Bombando sua compostagem: 4 parâmetros que você deve conhecer!

    Bombando sua compostagem: 4 parâmetros que você deve conhecer!

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Todos sabemos que compostar nem sempre é tão simples como as pessoas falam por aí, nosso entendimento é que compostar é quase uma arte! E assim, toda arte precisa de dedicação!

    Compostar é uma atividade que requer cuidados frequentes, atenção contínua e aos detalhes!

    Parâmetros ideais da compostagem. Adaptado de Rynk, R., 1992. On Farm composting handbook.

    1) A relação Carbono-Nitrogênio

    Em primeiro lugar: controlar a sua mistura! Assim, a relação entre materiais marrons, que são os ricos em carbono, e verdes, que são aqueles ricos em nitrogênio é fundamental!

    Colocamos abaixo uma tabela contendo os indicadores de C:N de cada material!

    Relação C:N para diferentes tipos de materiais comumente usados na compostagem

    Conforme mostrado acima, cada composteira doméstica deverá ter uma composição balanceada de materiais ricos em Carbono e ricos em Nitrogênio. Para calcular, use a massa seca dos materiais multiplicando pela quantidade que você vai colocar na sua composteira.

    2) A umidade

    Em segundo lugar a água é fundamental para que seu processo aconteça!

    Um dos grandes problemas da compostagem é a umidade da sua pilha. Este fator é fundamental para que os microorganismos da sua pilha fiquem vivos! Entenda aqui a diferença entre secar e compostar resíduos (especialmente os estercos).

    Como você viu no vídeo acima é preciso de água para que a compostagem aconteça. E a umidade deve estar entre 40 e 60%. Assim, quando perceber que sua pilha está secando, adicione água nela.

    Entenda neste vídeo como controlar a umidade da sua pilha de compostagem (de forma prática).

    3) pH

    Controlar o pH da sua pilha significa controlar o pH dos materiais de origem da sua pilha!

    Conheça o pH dos materiais de origem e faça um balanceamento entre eles, assim você conseguirá mantê-lo dentro das faixas ideiais.

    Cabe dizer que o pH final do seu composto será entre de 6,5 e 7,5, fundamental para que as plantas que receberão seu rico composto orgânico poderão desfrutar de todo o bom potencial do adubo orgânico!

    4) Densidade

    Por fim, e não menos importante, a densidade da sua pilha tem grande influência no resultado da compostagem.

    Para que seu processo ocorra de acordo com as melhores práticas, sua pilha de compostagem deve ter no mínimo 475kg/m3 e no máximo 710kg/m3.

    Pilhas muito leves indicam grande quantidade de ar entre os materiais. Grande quantidade de ar circulando na pilha dificulta o contato entre as partículas, assim resseca o material, antes que ele comece a compostagem.

    Pilhas muito pesadas indicam pouca permeabilidade de ar passando entre as partículas da sua pilha, dificultando a penetração da umidade e a passagem do ar entre as partículas.

    Como saber sua densidade?

    Pegue um balde com volume conhecido, preencha o balde com seu material da seguinte forma, ao final de cada etapa, bata o balde no chão por três vezes:

    1. Com uma pá, adicione 1/3 do balde
    2. Coloque material em mais 1/3 do balde.
    3. Finalize com o terço final.

    Agora, com o balde cheio, pese-o e aplique uma regra de 3 para saber a densidade!

  • Compostar humanos poderia ser a alternativa sustentável do século XXI?

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    A compostagem de corpos humanos, pode ser uma boa opção para a sustentabilidade?

    O que pode parecer uma coisa saída de um filme de terror ou uma pegadinha de do Silvio Santos é uma proposta séria proposta pela empresa RECOMPOSE, de Washington nos Estados Unidos.

    https://www.sciencealert.com/the-world-s-first-human-composting-facility-will-turn-you-into-soil-in-2021

    A empresa Recompose, começou a oferecer neste mês, o serviço de compostagem como alternativa ao sepultamento ou cremação. A empresa faz isso selando o corpo em uma cápsula com matéria vegetal que se decompõe organicamente ao longo do tempo, transformando o corpo em um tipo de composto (adubo).

    Com o sistema, a empresa alega que “transforma” todo o corpo em adubo orgânico, sem contaminar o solo ou o ambiente.

    E o que acontece com o composto humano? Bem, ele pode ser doado para a reserva natural conhecida como Bells Mountain, sendo usado para nutrir a natureza local ou devolvido aos parentes mais próximos.

    Segundo Ana Swenson, gerente de comunicação da Recompose, 350 pessoas já pagaram antecipadamente pelos serviços de compostagem humana da empresa.

    Embora esta seja a única empresa conhecida a oferecer os serviços e Washington seja o único estado a permitir esta prática, provavelmente veremos outros estados, empresas e países seguirem o exemplo à medida que mais pessoas adotarem essa abordagem regenerativa e sustentável para o sepultamento.

    E você, o que acha? Gostaria de ver essa alternativa por aqui? Conheça a página da empresa aqui: https://recompose.life/

    Por: Prof. Dr. Thiago Aguiar Cacuro

  • 5 artigos científicos que você precisa ler sobre compostagem

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Separamos 5 artigos científicos que você precisa ler sobre compostagem!