Categoria: COMPOSTAGEM

  • O que pode ser usado para a compostagem?

    O que pode ser usado para a compostagem?

    Se você é um gerador de algum destes produtos, entre em contato!

    Folhas: De queda de folhas sazonais ou de corte, poda ou remoção. Pode ser um ou mais dos seguintes: folhas soltas, palha e palha de pinheiro.

    Resíduos de jardim (resíduos verdes): folhas, aparas de relva, arbustos, materiais de jardim, troncos de árvores, árvores de natal e podas de árvores ou arbustos. Podem também incluir materiais vegetativos resultantes da utilização de produtos comerciais, incluindo, mas não se limitando a, flores descartadas, flores em vasos ou cobertores de sepulturas que não incluem plástico, metal, espuma de poliestireno ou outro material não biodegradável.

    Resíduos da Colheita / Resíduos agrossilvipastoris: Materiais gerados pela produção, colheita e processamento de plantas agrícolas ou hortícolas. Estes resíduos incluem, mas não estão limitados a caules, caules, folhas, vagens, cascas, bagaço e raízes.

    Árvores: Estacas de árvores, galhos de árvores, arbustos ou arbustos que foram cortados por residências, podadores de árvores comerciais e / ou serviços comerciais de cuidado do plantas.

    Resíduos da silvicultura: Resíduos e subprodutos de árvores cortadas, incluindo, mas não se limitando a tocos de árvores, serragem, paletes e madeira dimensional que não foram tratados quimicamente ou com adesivos e revestimentos como tinta, cola ou qualquer outro contaminante.

    Esterco bovino: esterco de vaca, também conhecido como estrume de vaca, é o produto de resíduos de espécies de bovinos. Estas espécies incluem gado de leite, gado de corte.

    Estrume de cavalo: esterco de cavalo, normalmente acompanhados de material de cama.

    Estrume de Aves: Estrume de Aves ou estrume de galinha é o lixo orgânico de aves composto principalmente de fezes e urina de galinhas. A mistura de estrume de aves com alimentos derramados, penas e materiais de cama como aparas de madeira ou serragem é referida como cama de frango. A composição e qualidade de uma cama de frango varia de acordo com os tipos de aves, dieta e suplementos dietéticos, coleta e armazenamento da cama.

    Restos de comida: comida pré e pós-consumo das residências e do setor comercial / industrial / institucional incluindo, mas não se limitando a legumes, frutas, grãos, produtos lácteos, carnes e utensílios / embalagens compostáveis ​​que podem ser misturadas.

    Produtos Compostos: Contêineres, filmes ou utensílios de serviços de alimentação como tigelas, pratos, copos, talheres, feitos de materiais como matéria vegetal, papel, papelão e plásticos que atendem ao Instituto de Produtos Biodegradáveis ​​(BPI) ASTM D6400, D6868. Esses produtos devem ser rotulados de acordo com as Diretrizes de Rotulagem do USCC (Conselho de Compostagem dos EUA).

    Subprodutos industriais: Materiais orgânicos gerados por processos industriais ou de fabricação que não são tóxicos, não são perigosos, não contêm águas residuarias.

    Biosólidos: Sólidos derivados do tratamento primário, secundário ou avançado de efluentes sanitários que foram tratados através de um ou mais processos controlados que reduzam significativamente os patógenos e reduzam os sólidos voláteis ou estabilizem quimicamente os sólidos a ponto de não atraírem vetores

  • Emissão de Gases Anaeróbicos Durante a Compostagem da Matéria Orgânica

    Emissão de Gases Anaeróbicos Durante a Compostagem da Matéria Orgânica

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    A compostagem é um processo biológico para transformar resíduos orgânicos em composto rico para o solo. No entanto, a emissão de gases anaeróbicos durante a decomposição da matéria orgânica é um aspecto importante a ser monitorado, pois pode impactar a eficiência do processo e o meio ambiente. Os principais gases emitidos são metano (CH₄) e dióxido de carbono (CO₂), resultantes da atividade microbiana e da decomposição de compostos orgânicos complexos.

    1. Compostos Orgânicos e Emissão de Gases na Compostagem

    A matéria orgânica compostável é composta por três grupos principais de compostos: proteínas, gorduras e carboidratos. Cada grupo tem uma estrutura molecular e uma composição elementar que afeta a decomposição e a emissão de gases.

    1.1 Proteínas e Emissão de Gases

    As proteínas, formadas por aminoácidos e compostas por carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N) e enxofre (S), são decompostas por enzimas proteolíticas em aminoácidos. Esses aminoácidos são então transformados em compostos mais simples, como amônia (NH₃), que pode ser convertido em metano e dióxido de carbono. O enxofre presente pode formar gás sulfídrico (H₂S), contribuindo para odores indesejáveis (em situação de anaerobiose).

    1.2 Gorduras e Produção de Gases

    Gorduras ou lipídios, compostos de carbono, hidrogênio e oxigênio, são decompostos em ácidos graxos e glicerol por lipases. Em condições aeróbicas, a oxidação dos ácidos graxos gera dióxido de carbono e água. No entanto, em condições anaeróbicas, podem ser produzidos metano e dióxido de carbono.

    1.3 Carboidratos e Gases Emissão

    Os carboidratos, que incluem açúcares, amidos e celulose, são decompostos por enzimas amilolíticas em açúcares simples. Esses açúcares são fermentados em ácido acético, que pode ser convertido em metano e dióxido de carbono. A decomposição de carboidratos também pode gerar gás carbônico e ácidos voláteis, afetando o pH e a atividade microbiológica do composto.

    2. Decomposição do Enxofre e Formação de Gás Sulfídrico

    2.1 Função do Enxofre na Compostagem

    O enxofre, encontrado em proteínas e alguns compostos orgânicos, é decomposto em sulfatos (SO₄²⁻) e outros compostos solúveis por microrganismos. Em condições aeróbicas, os sulfatos são convertidos em formas estáveis ou lixiviados.

    2.2 Formação de Gás Sulfídrico

    Em ambientes anaeróbicos, o enxofre é reduzido a sulfeto de hidrogênio (H₂S) por microrganismos. O H₂S é um gás tóxico e odorífero que pode se acumular em compostos mal arejados, contribuindo para odores desagradáveis e problemas de saúde.

    3. Dinâmica da Emissão de Gases na Compostagem

    A emissão de gases na compostagem depende da presença de oxigênio, atividade microbiana e composição dos compostos orgânicos. Em condições aeróbicas, a decomposição gera principalmente dióxido de carbono e água. No entanto, em condições anaeróbicas, a produção de metano e sulfeto de hidrogênio aumenta, impactando negativamente o processo (e o meio ambiente).

    A solubilidade do oxigênio em água é afetada pela temperatura. Temperaturas elevadas diminuem a solubilidade do oxigênio, reduzindo sua disponibilidade para microrganismos aeróbicos e potencialmente aumentando a decomposição anaeróbica e a emissão de gases indesejáveis. Portanto, manter condições aeróbicas durante o processo é crucial para garantir a eficiência da compostagem e minimizar a produção de gases nocivos.

    4. Importância dos Sistemas de Compostagem Aerados (ASP)

    Os sistemas de compostagem aerados, conhecidos como Aerated Static Piles (ASP), são fundamentais para manter condições aeróbicas durante o processo de compostagem. Esses sistemas utilizam ventilação forçada para assegurar que o oxigênio seja distribuído de maneira uniforme através da pilha de compostagem. Aeração adequada é essencial para evitar condições anaeróbicas e reduzir a emissão de gases indesejáveis, como metano e sulfeto de hidrogênio.

    Os sistemas ASP oferecem várias vantagens, incluindo:

    • Controle Eficiente da Temperatura: Aeração adequada ajuda a manter a temperatura dentro da faixa ideal para a decomposição aeróbica, evitando sobreaquecimento e garantindo uma decomposição eficiente.
    • Redução de Odores: A presença constante de oxigênio favorece a decomposição completa dos compostos orgânicos, reduzindo a produção de odores desagradáveis e gases tóxicos.
    • Melhora na Qualidade do Composto: A manutenção de condições aeróbicas melhora a qualidade do composto final, resultando em um produto mais estável e nutritivo para o solo.

    5. Principais Gases Formados na Compostagem

    Na compostagem, a decomposição da matéria orgânica resulta em diversos gases, classificados em:

    1. Gases de Efeito Estufa:
      • Dióxido de Carbono (CO₂): Principal gás da decomposição aeróbica, liberado durante a respiração dos microrganismos.
      • Metano (CH₄): Produzido em condições anaeróbicas, com forte impacto no aquecimento global.
    2. Gases Sulfurados:
      • Gás Sulfídrico (H₂S): Formado durante a decomposição de compostos com enxofre, contribuindo para odores e poluição do ar.
    3. Outros Gases Voláteis:
      • Amônia (NH₃): Proveniente da decomposição de proteínas, afetando o ambiente e causando odores.
      • Ácidos Voláteis: Incluem ácido acético e ácido butírico, formados na decomposição de carboidratos.

    6. Impactos Ambientais e Estratégias de Gerenciamento

    A emissão de gases anaeróbicos, como metano e sulfeto de hidrogênio, afeta o meio ambiente e a saúde. A implementação de práticas eficazes de gerenciamento de compostagem, como garantir condições aeróbicas e utilizar sistemas ASP para aeração eficiente, é crucial para reduzir essas emissões e promover uma compostagem sustentável.

    Compreender a decomposição de proteínas, gorduras, carboidratos e enxofre é fundamental para otimizar o processo de compostagem e mitigar impactos ambientais. Tecnologias e práticas que promovam a decomposição aeróbica eficiente são essenciais para uma compostagem bem-sucedida e ambientalmente responsável.

  • Diário Oficial registra acordo de confidencialidade entre Embrapa e Smart Compost

    Fonte: resumo editorial baseado em publicação de Diário Oficial da União. Não reproduzimos o texto integral da fonte.

    Data da fonte: 29 de agosto de 2024
    Local da publicação: Brasília, DF – Diário Oficial da União, Seção 3, página 6

    O encontro

    • O Diário Oficial da União publicou extrato referente a acordo de confidencialidade entre a Embrapa e a Smart Compost Soluções em Resíduo Ltda.
    • O objeto registrado é a troca de informações para formalização de futuras parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
    • A publicação informa assinatura em 27 de agosto de 2024 e vigência até 27 de agosto de 2029.

    Leitura estratégica

    • O registro público é relevante porque documenta uma aproximação institucional com a Embrapa em uma agenda de PD&I.
    • Para a narrativa do blog, o ponto principal é mostrar que a tecnologia Smart Compost aparece em ambiente formal de cooperação técnica e inovação.

    Link da fonte original: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/servlet/INPDFViewer?captchafield=firstAccess&data=29%2F08%2F2024&jornal=530&pagina=6.

  • 6 principais dúvidas sobre matéria orgânica – mas você nunca teve coragem de perguntar!

    6 principais dúvidas sobre matéria orgânica – mas você nunca teve coragem de perguntar!

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    1. Qual é o melhor tipo de matéria orgânica para minha lavoura?

    Os agricultores frequentemente perguntam sobre a escolha ideal de matéria orgânica, como esterco, composto, biochar ou resíduos vegetais. A escolha depende do tipo de solo, da cultura e das condições climáticas. Por exemplo, o composto e o biochar são amplamente recomendados por suas propriedades de melhorar a estrutura do solo e reter nutrientes​ (SpringerLink).

    2. Com que frequência devo aplicar matéria orgânica?

    A frequência de aplicação é uma dúvida recorrente. Geralmente, a matéria orgânica é aplicada uma vez por ano, mas a frequência pode variar dependendo do tipo de solo e do material utilizado. A aplicação frequente pode aumentar a matéria orgânica do solo, mas também pode exigir um monitoramento cuidadoso para evitar a acúmulo de nutrientes​ (Alabama Cooperative Extension System).

    3. Quais são os benefícios da matéria orgânica para a fertilidade do solo?

    A matéria orgânica melhora a fertilidade do solo ao aumentar a disponibilidade de nutrientes, melhorar a estrutura do solo, e aumentar a retenção de água. Além disso, ela promove a atividade microbiana, que é essencial para a mineralização de nutrientes​ (Geosciences LibreTexts).

    esterco colocado em um pátio de compostagem

    4. A aplicação de matéria orgânica pode causar problemas de doenças?

    Sim, há uma preocupação sobre a possibilidade de a matéria orgânica mal decomposta introduzir patógenos no solo. Por isso, é crucial usar composto bem estabilizado e tratado para evitar a introdução de doenças​ (SpringerLink).

    lodo dentro de uma caixa de contenção

    5. Como evitar o acúmulo excessivo de nutrientes ao usar matéria orgânica?

    O acúmulo de nutrientes, especialmente fósforo, é uma preocupação comum em campos que recebem aplicações repetidas de matéria orgânica. Para mitigar isso, é recomendada a realização de testes de solo regulares e o uso de um plano de manejo de nutrientes que considere as necessidades específicas das culturas​ (Alabama Cooperative Extension System).

    6. A matéria orgânica pode substituir completamente os fertilizantes químicos?

    Embora a matéria orgânica melhore a fertilidade do solo, ela pode não fornecer nutrientes em quantidades suficientes para culturas de alto rendimento. Em muitos casos, ela é usada em conjunto com fertilizantes minerais para atender às necessidades nutricionais completas das plantas​ (Geosciences LibreTexts).

  • 20 toneladas a mais de cana por hectare?

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Bactérias e composto orgânico podem aumentar a produtividade no cultivo de cana

    Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, concluiu que a adição de composto e bactérias no solo resultou em um acréscimo de 20 toneladas por hectare no cultivo da cana-de-açúcar.

    A união dessas técnicas é considerada uma estratégia ecologicamente sustentável, pois com o uso dos microrganismos e da compostagem consegue-se ganhos biológicos abaixo do solo, além de diminuir o uso de fertilizante fosfatado, representando ganho econômico.

    “A fonte da maior parte dos fertilizantes fosfatados é de origem não renovável, ou seja, pode acabar. Então, nossa estratégia foi usar bactérias capazes de disponibilizar o fósforo e uma fonte de energia (o composto) para estimular a microbiota presente no solo e assim diminuirmos o uso de insumos fosfatados sintéticos”, descreve Antonio Marcos Miranda Silva, integrante desse projeto.

    Segundo o pesquisador, apenas com o uso do composto, sem a adição de bactérias, foi possível aumentar a produtividade em condições de campo.

    “Com o fertilizante fosfatado, rotineiramente utilizado (superfosfato triplo), obtivemos 145 toneladas por hectare de cana-de-açúcar; adicionando somente o composto, a produtividade foi para 155 toneladas por hectare, ou seja, ganhamos 10. Por fim, quando adicionamos composto e bactérias, a produtividade saltou para 165 toneladas por hectare, no primeiro ano de cultivo”, conta Miranda Silva.

  • Uso de poda triturada nas coroas – pode ser um erro. Mulching!

    Uso de poda triturada nas coroas – pode ser um erro. Mulching!

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Da mesma forma que muitos agricultures usam esterco cru na lavoura, arboristas e empresas de conservação costumam usar poda triturada direto nas coroas e canteiros – isso pode ser um erro.

    Afinal de contas, o que é um “mulch”?

    É a utilização do termo “mulch” – que é traduzido como “cobertura”.

    Sendo bastante conciso no termo, a cobertura do solo auxilia:

    • Na retenção de água no solo
    • Fornecimento de microorganismos para o solo
    • Evita a insolação direta no solo
    • Mantém um aporte gradual e lento da matéria orgânica
    • Reduz a força das águas – evita a erosão

    Compostagem: um conceito importante – a relação C/N

    A relação Carbono-Nitrogênio da compostagem é o fator mais importante que deve acontecer em uma pilha de compostagem.

    Lembremos que a compostagem é um processo natural, mas induzido pelo homem. Misturamos resíduos ricos em Nitrogênio com resíduos ricos em Carbono – essa é a forma de balancear o processo de forma induzida.

    Na natureza, a distribuição dos estercos animais e frutos (materiais normalmente mais ricos em nitrogênio) sobre a camada do solo das florestas é campos é heterogênea.

    Temos uma quantidade enorme de material em processo de decomposição das palhas vegetais – nos campos- e da serapilheira – nas florestas. Isso faz com que a decomposição dessa matéria orgânica ocorra de forma a não desequilibrar o meio.

    Se não desequilibra o meio, não desequilibra o sistema radicular – logo – não interfere na absorção de água e nutrientes pelas raízes das plantas.

    Aqui caberia uma tese de doutorado (talvez mais de uma) – mas vou parar por aqui.

    Solo urbano – uma nota especial sobre a degradação

    Cabe aqui uma nota importante: solos urbanos – em via de regra – são degradados. Sempre plantamos sobre aterros ou sobre cortes de terreno, assim, assim, devemos assumir que estamos sempre trabalhando sobre condições não ideais para as plantas.

    E também cabe a ressalva: normalmente os empreendedores pouco investem na qualidade do solo, sempre compram muitas plantas, mas pouco investem no solo que as receberá e manterá.

    Adicionar poda triturada “crua”

    Quando adicionamos a poda crua sobre o solo degradado vamos fazer uma coisa muito importante: adicionar matéria orgânica.

    Duas mãos colocando material orgânico sobre um canteiro
    Cobrir o solo com matéria orgânica é essencial.

    Adicionar matéria orgânica é SEMPRE bom!!

    Porém, quando adicionamos a poda triturada, estamos colocando uma enorme quantidade de carbono sobre um solo pobre.

    A natureza sempre busca o equilíbrio, ela vai tentar decompor esta madeira rapidamente. Dessa forma vai DISPONIBILIZAR o nitrogênio que está no solo.

    O resultado é: sua planta pode ser prejudicada.

    O que fazer então? Como adicionar matéria orgânica rica em carbono no solo?

    A utilização de “mulches” compostados é uma forma de trazer ao solo o carbono, mas junto com ele, trazer microorganismos benéficos.

    Homem uniformizado aplicando composto orgânico sobre
    Adicionando matéria orgânica sobre solos urbanos – uma alternativa para recomposição de solos urbanos

    Estes mulches também já estarão com sua estrutura “aberta”, por ter passado por um processo de compostagem.

    Por: Felipe Pedrazzi

  • Benefícios do Uso de Esterco Compostado – Parte 3

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Com o esterco compostado, os microrganismos aeróbicos reestruturam não apenas os minerais, mas também as populações microbianas, eliminando os patógenos e reduzindo sua capacidade de funcionamento em uma operação de compostagem.

    Esterco compostado é completamente aeróbico; microrganismos aeróbicos requerem oxigênio e operam em um ambiente altamente aeróbico.

    Microbiologia de um composto orgânico (aeróbico)

    Microorganismos benéficos, a biologia aeróbica, produz compostos que sustentam e promovem a vida, como:

    • Enzimas
    • Nutrientes
    • Aminoácidos
    • Ácidos orgânicos
    • Reguladores de plantas
    • Estimulantes de crescimento
    • Antioxidantes
    • Antibióticos naturais.

    Esses compostos sustentam e promovem a vida, ao contrário da produção de patógenos anaeróbicos. Em uma operação de compostagem, os micróbios benéficos não volatilizam os minerais, os retêm pelo seu metabolismo e pela reconstrução da matéria orgânica, incorporando-os em seus corpos microbianos.

    Nutrientes e retenção no solo

    Nitrogênio, fósforo, cálcio, potássio, enxofre e elementos traço são todos retidos em uma forma orgânica estável que não é lixiviável, resultando em uma retenção muito maior de minerais na forma adequada.

    Compostar esterco pela compostagm – processo aeróbico – reestrutura os sais em uma reserva insolúvel, de modo que não afetam outras populações de microrganismos do solo, não são tóxicos para as raízes das plantas e não são lixiviáveis.

    Esterco compostado elimina a presença de patógenos e os microrganismos aeróbicos do processo de compostagem têm a capacidade de reestruturar os agregados do solo, criando espaços para ar e água e reduzindo a compactação, resultando em um crescimento radicular muito maior.

    Microrganismos benéficos estabelecem uma rede nutricional e fornecem esses minerais na forma adequada para a absorção pelas plantas.

    Populações de fungos e bactérias

    Esterco compostado, com uma população equilibrada de bactérias e fungos, reduz o ambiente que favorece o crescimento de ervas daninhas.

    Os sais são reestruturados e os microrganismos benéficos configuram a estrutura do solo para melhor agregação, retenção de oxigênio e água, crescimento radicular e saúde das plantas.

    Esterco compostado corretamente tem praticamente nenhuma demanda biológica de oxigênio, pois o oxigênio necessário para completar o processo de decomposição veio do ar.

    Portanto, se materiais compostados entrarem em outro ambiente, não terão impacto negativo na vida aquática ou nas plantas. No esterco compostado corretamente, estruturamos nossas populações microbianas para as plantas pretendidas que serão cultivadas.

    Diferentes plantas possuem diferentes necessidades de um solo rico em fungos e bactérias

    Por exemplo: gramíneas e vegetais são mais dominados por bactérias; gramíneas requerem aproximadamente três vezes mais bactérias do que fungos. Para vegetais, a proporção é de aproximadamente três quartos de fungos para cada bactéria. Nossas culturas de linha requerem uma biologia equilibrada, que é de uma bactéria para um fungo.

    Ao usar estercos ou materiais compostados corretamente, você adiciona a biologia e a estrutura mineral adequadas às suas culturas, proporcionando melhor nutrição, redução das populações de patógenos, melhora das estruturas do solo.

    Essas biologia inoculadas terá uma contribuição benéfica de longa duração para sua fazenda por anos e décadas.

    Veja mais sobre esterco cru aqui!

    Por: Felipe Pedrazzi

  • Como combater Fusarium na sua lavoura – sem o uso de defensivos!!

    Como combater Fusarium na sua lavoura – sem o uso de defensivos!!

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    O Fusarium, um gênero de fungos que causa doenças devastadoras em várias culturas. Entre os fungos mais eficazes nesse combate, destacam-se:

    Trichoderma spp.

    O gênero Trichoderma é um dos mais estudados e utilizados no controle biológico de Fusarium. Esses fungos são conhecidos por:

    • Produção de Enzimas: Produzem enzimas como quitinases e glucanases que degradam a parede celular dos patógenos.
    • Competição: Competem por espaço e nutrientes, limitando o crescimento de Fusarium.
    • Antibiose: Produzem compostos antibióticos que inibem o crescimento do Fusarium.
    • Indução de Resistência: Induzem respostas de defesa nas plantas hospedeiras, aumentando a resistência contra patógenos.
    placa de petri contendo isolado de trichoderma
    Trichoderma isolado. Veja mais aqui!

    Gliocladium spp.

    Gliocladium é outro gênero de fungos que tem mostrado eficácia contra Fusarium:

    • Parasitismo: Atua como parasito de outros fungos, invadindo e destruindo as estruturas do Fusarium.
    • Produção de Compostos Antifúngicos: Sintetiza compostos que são tóxicos para o Fusarium, inibindo seu crescimento e esporulação.

    Beauveria bassiana

    Embora mais conhecido como entomopatogênico (controlador de insetos), Beauveria bassiana também tem propriedades que ajudam no controle de Fusarium:

    • Competição e Antibiose: Compete com Fusarium por nutrientes e produz metabólitos secundários que podem ser tóxicos para o patógeno.
    fungos (Beauveria bassiana) atacando diversos insetos.
    Fungos (Beauveria bassiana) atacando diversos insetos. Além de controlar o fusarium, podem ser predadores de insetos que prejudicam sua lavoura

    Pochonia chlamydosporia

    Pochonia chlamydosporia é um fungo nematófago que também tem ação contra Fusarium:

    • Parasitismo Direto: Ataca os escleródios e outras estruturas resistentes do Fusarium, reduzindo sua capacidade de sobreviver no solo.
    • Antibiose e Competição: Produz substâncias que inibem o crescimento do Fusarium e compete com ele por nutrientes.

    Penicillium spp.

    Algumas espécies de Penicillium também são eficazes contra Fusarium:

    • Produção de Antibióticos Naturais: Produzem compostos que são tóxicos para Fusarium.
    • Colonização do Solo e da Rizosfera: Colonizam a área ao redor das raízes das plantas, competindo diretamente com o Fusarium.

    Aspergillus spp.

    Embora algumas espécies de Aspergillus sejam patogênicas para humanos, outras são benéficas no controle de Fusarium:

    • Produção de Compostos Antimicrobianos: Produzem metabolitos que podem inibir o crescimento de Fusarium.
    • Competição por Recursos: Compete eficientemente com Fusarium por espaço e nutrientes no solo.

    Bacillus spp. (bactéria, não fungo, mas relevante)

    Embora Bacillus seja um gênero de bactérias, ele é frequentemente incluído em programas de biocontrole devido à sua eficácia:

    • Produção de Compostos Antifúngicos: Sintetiza lipopeptídeos e outros compostos que são altamente eficazes contra Fusarium.
    • Estimulação de Defesas da Planta: Induz a produção de fitoalexinas e outros compostos de defesa nas plantas.
    lagarta morta, predada por bacillus thurigiensis
    Lagarta atacada por Bacillus thurigiensis (Bt). Saiba mais aqui.

    Esses fungos são componentes essenciais em programas de manejo integrado de pragas (MIP), ajudando a reduzir a dependência de fungicidas químicos e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.

    Onde encontrar estes fungos?

    A diversidade de fungos em um composto orgânico pode ser bastante elevada e é fundamental para a saúde do solo e das plantas. O composto orgânico serve como um ambiente rico em nutrientes que suporta uma ampla variedade de microrganismos, incluindo fungos benéficos. Esses fungos desempenham papéis vitais na decomposição de matéria orgânica, ciclagem de nutrientes e proteção contra patógenos como o Fusarium.

  • Alface com Alta Produtividade: Resultados Inovadores na Produção

    Alface com Alta Produtividade: Resultados Inovadores na Produção

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Conquistas surpreendentes de um experimento realizado em Três Pontas, Brasil, entre 8 de julho e 30 de agosto.

    Este estudo esvendou os benefícios extraordinários da aplicação de composto orgânico na produção e qualidade da alface crespa.

    Conduzido com rigor científico, o experimento utilizou um desenho experimental com quatro repetições, explorando cinco doses distintas de composto orgânico (0,0; 20,0; 40,0; 60,0 e 80,0 t ha).

    Os resultados revelaram padrões notáveis e apontaram para uma abordagem inovadora na produção de alface crespa.

    A matéria fresca total exibiu um efeito impressionante, atingindo o ápice de rendimento de 914,2 g planta com a dose precisa de 59,4 t ha de composto orgânico.

    Já para a matéria fresca comercial, a dose de 56,1 t ha proporcionou o rendimento máximo, atingindo 634,3 g planta.

    O destaque foi a obtenção da maior circunferência comercial da cabeça (41,4 cm) com a aplicação de 53,7 t ha-1 de composto orgânico.

    Além disso, a dose de 42,7 t.ha resultou em um comprimento máximo de caule de 3,9 cm, revelando a influência significativa das doses na morfologia da planta.

    Esses resultados instigantes levam à conclusão de que a aplicação de 56,0 t.ha de composto orgânico antes do plantio emerge como um divisor de águas, impulsionando não apenas o rendimento, mas também a qualidade comercial da alface crespa.

    Esta descoberta promissora abre portas para práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, impactando positivamente a produção de alimentos e a saúde do solo.

    Acesse os detalhes completos do estudo para explorar como a inovação na aplicação de compostos orgânicos pode transformar a agricultura moderna

    Fonte:

    Yuri, J., Resende, G., Júnior, J., Mota, J., & Souza, R. (2004). Efeito de composto orgânico sobre a produto e características comerciais de alface americana. Horticultura Brasileira. https://doi.org/10.1590/S0102-05362004000100027.

  • Desvantagens de Usar Esterco Cru – Parte 2

    Desvantagens de Usar Esterco Cru – Parte 2

    Fonte: conteúdo original retirado do site da Faz Verde. Importado para este ambiente de teste para curadoria editorial da SmartCompost.

    Já vimos anteriormente que o esterco compostado possui vantagens para as plantas, agora vamos ver pontos importantes sobre a nutrição das plantas.

    Esterco curtido, seria uma alternativa?

    A formação das pilhas de esterco “curtido”

    Durante o manejo dos animais, é necessária a retirada do esterco dos locais de criação. Geralmente ficam amontoados e, por essa característica, o Esterco fica anaeróbico.

    Esterco de galinha cru pode atrair vetores, gerar odores e extinguir a vida no solo por algumas semanas.

    Microrganismos anaeróbicos são aqueles que funcionam sem ar em um ambiente de alta umidade e oxigênio reduzido.

    Pilhas de esterco podem ficar amontoados por meses até seu uso.

    Por ficar armazenado por um período antes de ser aplicado no campo, passa por um processo de putrefação, gerando microrganismos anaeróbicos que criam muitos patógenos tóxicos e nocivos e aldeídos.

    Estes, quando são então transferidos para o ambiente do campo, reduzem o crescimento das plantas e afetam as populações biológicas.


    Mas porquê mesmo assim, quando eu adiciono esterco, minhas plantas respondem positivamente?

    Pois nossos solos são tão degradados, que qualquer matéria orgânica vai fazer diferença!

    Esterco e odores

    Patógenos anaeróbicos sempre, sem exceção, produzem elementos tóxicos – redutores de vida. Outra desvantagem importante do esterco cru são os odores criados (veja mais sobre odores aqui).

    Patógenos anaeróbicos, através do processo de putrefação, não decompõem adequadamente os materiais orgânicos e volatilizam os minerais, como:

    – Nitrogênio em amônia.

    – Fosfato em gás fosfina.

    – Carbono em metano.

    – Enxofre em sulfeto de hidrogênio

    Estes gases, em determinadas concentrações podem ser tóxicos, representam uma perda dramática de nutrientes ou minerais potenciais que deveriam ser retidos nas reservas do solo e não devolvidos à atmosfera.

    Esterco cru contém altos níveis de sais solúveis, prejudiciais aos sistemas radiculares, à biologia do solo e que são muito lixiviáveis, podendo ser facilmente perdidos em corpos d’água.

    Transloca um grande número de patógenos anaeróbicos e compostos patogênicos para o solo e é extremamente rico em sementes daninhas e bactérias, que, quando adicionadas aos solos, estimulam o crescimento de ervas daninhas.

    O conteúdo de sais presentes nos estercos estimula plantas tolerantes a altos níveis de sal, a combinação dessas condições é destrutiva para as culturas que queremos cultivar.

    Esterco cru, devido à sua alta demanda biológica de oxigênio, esgota as reservas de oxigênio do solo no processo de decomposição.

    Em condições ideais, a decomposição da matéria orgânica deveria gerar apenas dioxido de carbono, água e calor.

    Isso cria um ambiente propício para patógenos que produzem toxinas, resultando na perda de oxigênio necessário para a vida das plantas e populações microbianas benéficas.

    Demanda bioquímica de oxigênio e vida no solo

    A alta demanda biológica de oxigênio é muito destrutiva em solos e sistemas aquáticos. Agências governamentais agora monitoram o escoamento agrícola para materiais que afetam a demanda biológica de oxigênio em outros sistemas, o que pode ser muito custoso e sujeito a pesadas multas.

    Veja mais sobre esterco cru aqui!

    Por: Felipe Pedrazzi